sábado, julho 22, 2017

de repente...



(...)
De repente
Os olhos negros
De uma mulher velada
A quem apelo
Mudamente me guiam
Na confusão do medo:
Seguem-me de longe
Amorosamente
Preocupam-se comigo
Quando chego ao meu destino
Ela me acena de longe
Meu anjo de olhos tristes
Minha mãe desconhecida
Minha amiga intocável

ITINERÁRIOS - ANA HATHERLY



"A Deusa foi violentada quando devia ser honrada. Foi insultada quando devia ser adorada. Foi paciente quando podia ter sido enérgica. Mas alguma coisa mudou.

...Ela nascerá através de nós, e seremos nós a determinar se o seu reaparecimento será violento ou se, pelo contrário, será doce e amigável. Ela está aqui. Não há maneira de a fazer recuar. Mas a forma como ela se vai manifestar é escolhida por cada uma das mulheres e, em certa medida, por cada um dos homens. Em meu entender, este é o sentido da libertação da mulher: a mulher que existe dentro de nós e as mulheres à nossa volta devem libertar-se da mentalidade grotesca e degradante que ainda é dominante e que considera o feminino como coisa fraca e sem valor, que não é necessário escutar e que não é importante o amor."

in O VALOR DE UMA MULHER
Marianne Williamson

sexta-feira, julho 21, 2017

SEM MÃE NÃO SE VIVE NEM SE MORRE...



A MORTE DA MÃE,
A GRANDE FERIDA DA HUMANIDADE

É A FERIDA DA MULHER, a ferida da Alma do Mundo, é o que impede as criaturas, todos os seres em geral, que não são amados por uma Mãe dignificada e amada, de atingirem uma maturidade e um equilíbrio que só o amor maternal pode dar. E não me venham falar da importância dos pais, pois eles só se tornaram importante numa sociedade patriarcal e por toda uma psicologia de homens que no fundo anseiam a Mãe e até desejariam ser mães…e voltamos atrás à inveja do Útero e dos seios… e não a inveja do pénis como Freud inventou.
No fundo É o Mistério da Mulher, o Mistério da Vida e da Natureza em que eles ocupam um pequeno papel, que os faz enfatizar e relevar o amor do pai e tudo anda à volta do Pai e do Filho sem ver que a Mãe, sem querer ver que a Mãe, é a nutridora por excelência e que se ela falha, falha tudo na vida de um ser à partida, pois esse amor e cuidado maternal é fundamental para o desenvolvimento afectivo e humano da criança, tal como durante o período de gestação acontece que ele depende da placenta para viver. Depois de nascer a criança precisa da pele e do corpo e do cuidado da mãe para se equilibrar. É evidente que há mulheres que parem ao acaso e que estão perdidas e são tudo menos mulheres, como há homens pais que podem amar os filhos por posse e desejo de terem um filho, uma identificação narcísica...mas à partida  toda a criança precisa da mãe para sobreviver como ente...caso contrário torna-se um doente, como quase todos os humanos que renegaram a mãe - como é o caso dos islâmicos, nomeadamente...
(republicando)
rlp

O PRIMEIRO OBJECTO DE AMOR É A MÃE

"O primeiro objecto de amor para mulheres e homens é a mãe; mas no patriarcado, o filho tem de rejeitar a mãe para ser capaz de dominar a esposa como "um homem ...de verdade" - e a filha deve traí-la para se "submeter a um homem". Na sociedade matriarcal, esse duplo fardo de traição biológica e espiritual não ocorre. Tanto para as mulheres quanto para os homens, existe uma estreita identificação com o grupo coletivo de mães, com a Mãe Terra e com a Mãe Cósmica. E, como os psicanalistas continuam a repetir, essa identificação é propícia à bissexualidade em ambos os sexos. Mas a homossexualidade em homens tribais ou pagãos não se baseava na rejeição da Mãe, ou da mulher, como na cultura patriarcal; era baseada no amor de irmão, irmão-afinidade, como filhos da mãe. E o lesbianismo entre as mulheres não se baseava no medo e rejeição dos homens, mas no desejo da filha de restabelecer a união com a Mãe e com sua própria feminilidade. O coletivo de mães, identificado por filhas e filhos, era formado por mulheres fortes, criativas, produtoras, sexualmente livres e visionárias. E assim o ideal da feminilidade, para ambos os sexos, não era a submissão forçada e estúpida dos oprimidos, como na cultura patriarcal."


Do livro A Grande Mãe Cósmica de Mónica Sjoo e Bárbara Moor

quinta-feira, julho 20, 2017

ESTAS NOTICIAS SÃO PROIBIDAS NA EUROPA

UMA MULHER GRÁVIDA,
VIOLADA E MORTA POR UM REFUGIADO MUÇULMANO.


Esta notícia foi censurada no Facebook,
 .

O SINAL DOS TEMPOS...

QUANDO A LIBERDADE DA MULHER SE FAZ SENTIR E SE TORNA UMA "AMEAÇA" PARA O SISTEMA, ACENTUA-SE A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES ONDE QUER QUE ELAS SE MANIFESTEM...

"O sinal dos tempos é sempre um aumento de violência contra os mais fracos, as crianças e as mulheres. E de facto a violência contra as crianças e as mulheres está em crescimento em todas as partes do mundo. Só nos EUA são violadas, todos os dias, quase 1900 mulheres e crianças. Uma em cada oi...to americanas torna-se vítima de violação. É esta a extensão do desprezo pelo amor e a maternidade.
Reconhecermos esta violência como desprezo pelo amor é um primeiro passo para delimitarmos o desprezo. Esta luta tem de ser conduzida a partir de uma posição moral, pelo reconhecimento do sofrimento e não apenas pela punição. A punição como fim em si não passa, por seu lado, de uma expressão de violência. "


A IDENTIFICAÇÃO COM O AGRESSOR...

"A necessidade de apenas punirmos a violência, mas não a vermos na dimensão da sua inserção na globalidade da nossa existência social, é por seu lado expressão da identificação com o agressor. Nesse caso, procuramos apenas uma vítima, e não o malfeitor propriamente dito, o qual só pode ser reconhecido no círculo vicioso da obediência e do ódio a que este conduz. No fim temos de ver o que fazemos uns aos outros. Só aí é que se abrirão os nossos corações. Não são as ideologias políticas que nos farão sair deste impasse, mas a tentativa de sermos, sempre de novo, sinceros connosco próprios."
*
IN FALSOS DEUSES DE ARNO GRUEN

domingo, julho 16, 2017

UMA MULHER QUE "SABE O QUE SABE"



"São mulheres individuais, conscientes, que devem guiar o caminho.
Isso é muito difícil para os homens - tão perigosamente expostos, nesta era, à possessão pelo intelecto, pela tecnologia, ou por sua feminilidade inferior desintegrada -, descobrir o sentido de eros sem essa mediação de mulheres verdadeiras que não apenas vivem essas coisas instintivamente, mas "sabem que sabem".



Existe uma carta escrita por Jung a Aniela Jaffe em 1947, que ilustra belamente o valor, para um ...grande homem, do sentimento receptivo de uma mulher que "sabe que sabe". Isso foi escrito em resposta a uma carta dela, na qual falava, evidentemente, do ensaio sobre .a Trindade. Ele escreve: Agradeço de todo o coração sua resposta ao meu "Trindade": não poderia imaginar resposta mais bonita. É uma reação "total" e teve um efeito "total" sobre mim. Você imaginou perfeitamente o que eu tinha imaginado em meu trabalho. Tornou-se novamente claro para mim, em sua carta, o quanto se perde quando não se recebe nenhuma resposta ou nem um mero fragmento, e que alegria é experimentar o oposto - uma ressonância criativa que é, ao mesmo tempo, uma revelação do ser feminino. É como se um vinho - que à força de muito trabalho e suor, preocupação e cuidado, se torna finalmente maduro e bom — fosse despejado numa caneca preciosa. Sem este receptáculo e aceitação o trabalho de um homem permanece como uma criança delicada, seguida por olhos duvidosos e solta no mundo com ansiedade interior. Mas quando uma alma se abre ao trabalho, é como se uma semente fosse colocada em terra boa, ou como se os portões de uma cidade fossem fechados à noite para que ela goze de repouso mais seguro. Ao ler essas belas palavras, como parece horrível a atitude dessas mulheres que estão tão ocupadas fazendo coisas e exigindo seus direitos, pessoal ou coletivamente, que rejeitam essa "caneca preciosa", o Graal do ser feminino que recebe o vinho do mistério para que muitos possam beber no tempo devido."


Via Kesller Campos

sábado, julho 15, 2017

QUE MULHER OS HOMENS FABRICARAM


O ÓDIO AO QUE HÁ DE MAIS FEMININO...


- Michel Onfray, um popular filósofo francês, vê nas religiões monoteístas um entrave à ciência, à ética e à política...

Diz ele: “As mulheres encarnam o desejo sem limites, e os homens temem não poder satisfazê-las. Aos olhos deles, o feminino das mulheres surge como uma reprovação potencial, desencadeia um processo de castração contra o qual os homens se rebelam. Eles não toleram as mulheres senão quando já mataram o que há de feminino nelas e as reduziram a seu status de esposa e mãe.

Nesses dois estados, a sexualidade feminina deixa de ser perigosa: confinadas à casa, pertencentes a um macho, reduzidas a assegurar a educação das crianças no lar, com uma jornada dupla de trabalho, elas não têm mais tempo ou oportunidade de ter desejo imperioso. São essas angústias de castração sublimadas que geram a codificação religiosa. E o monoteísmo é insuperável no ódio ao que há de feminino na mulher e na celebração da virgem ou da esposa que gera filhos”



OS LIMITES DO SEXO?
OU OS LIMITES DA INSANIDADE?


Estava a refletir sobre a falsa imagem da mulher sobrevalorizada pelo sexo num excesso e demência dos sentidos, exacerbados por uma especulação cultural e libertina de fim (princípio) de século que dá a imagem da mulher super sex e capaz de engolir trinta machos por dia e como a própria mulher se expõe e dispõe a esse papel degradante na sua pele, quer nos filmes pornográficos onde a mecanização e a aviltação se misturam no mais gratuito dos intuitos ou na mais abjecta das prostituições do corpo corrompendo as leis do desejo natural e a beleza da intimidade gerada no amor, quer nos filmes ditos de qualidade em que a promiscuidade visual apesar de mais cuidada é igualmente abjecta. E chamar amor a essa adição ou alienação do ser, homem ou mulher, em função de um acto primário e básico que só o amor transforma, é pura violência psíquica e emocional para quem porventura se sujeita a ler ou ver a expressão da maior aviltação do ser humano no ecrã ou na "literatura"...

Chamar arte ou poesia à pornografia, chamar liberdade à insanidade e à promiscuidade, amor a um mecanismo igual ao dos animais, (estes bastante mais naturais!) expandi-los para os outros de forma ostensiva não passa de aberração e falta de dimensão verdadeiramente humana, ou falta de consciência (ou experiência) do verdadeiro prazer...

A mulher que o cinema e a moda projecta, mesmo no cinema de elite, não passa de um instrumento usado para instintos e intuitos os mais baixos e puramente comerciais; a mulher serve exclusivamente a imagem que o realizador ou o estilista projecta dela, o seu imaginário do feminino, a sua ficção da mulher. E o mais grave é que é a partir desse imaginário redutor e deturpado do homem que ficciona a mulher dos seus sonhos ou dos seus pesadelos, que a mulher comum vive, traindo a sua verdadeira natureza! E não se importa de ser ninfomaníaca, prostituta, sedutora, mulher fatal e submeter-se a toda a espécie de cenas degradantes para ser estrela e ganhar o Óscar... O "cinema" impôs (ou revela) uma sexualidade à mulher que não é a dela!

Que o homem use a mulher como sempre o fez e a faça fazer os papéis que ele quer ou sonha, que seja seu agente ou gigolô eu estou habituada, mas que seja a própria mulher a por na sua boca e no seu estilo o imaginário masculino isso a mim custa-me. Sim custa-me que a Mulher se reveja em imagens deformadas da sua feminilidade.

Custa-me que a mulher aceite a degradação do seu ser, que desconheça a sua essência e ache normal haver prostituição...e travestis  e transsexuais!

Custa-me que todos os dias as mulheres na rua na sociedade na telenovela e óbviamente no cinema seja a inimiga da "outra" e a destrua é uma luta antiga e estúpida de um Mundo fracturado em duas metades em que o homem é o dono e senhor há séculos. Que as mulheres perpetuem esse estado de coisas é que me indigna. Que não tenham consciência da sua divisão interna e externa e vivam coladas a ídolos do cinema (do grego: "figuração de uma falsa divindade") deixa-me perplexa e assustada.

rlp







JÁ NÃO ESTOU A ESPERA



A Vida na meia-idade

Já não estou à espera de uma ocasião especial; queimo as melhores velas em dias normais.
 Já não estou  à espera que a casa seja limpa; eu encho-a de pessoas que entendem que até o pó é Sagrado.
Já não estou  à espera que todos me compreendam, esse não é o sua papel....
Já não estou à espera de crianças perfeitas. Os meus filhos têm os seus próprios nomes que ardem tão intensamente como qualquer estrela.
Já não estou à espera que de dar o outro passo e cair, já o dei e cai, e sobrevivi.
Já não estou  à espera do tempo certo; o tempo é sempre agora.
Não estou mais à espera do companheiro que me vai completar; estou grata por eu ser tão calorosa e terna.
Já não estou à espera de um momento calmo; o meu coração  fica em paz sempre que o chamo.
 Já não estou  à espera que o mundo esteja em paz, eu alcanço e respiro a paz dentro e fora de mim.
Já não estou  à espera de fazer algo grande, basta-me estar desperta e carregar o meu grão de areia, isso é suficiente.
Já não estou à espera de ser reconhecida, sei que danço num círculo sagrado.
Já não estou à espera de Perdão.
Eu acredito, eu Acredito.




Autor: Mary Anne Perrone
Irmandade de mulheres selvagens

quarta-feira, julho 12, 2017

SÓ A ALMA ELEVA...



Como hei-de segurar a minha alma para que não toque na tua?
Como hei-de elevá-la acima de ti, até outras coisas?
Ah, como gostaria de levá-la até um sítio perdido na escuridão até um lugar estranho e silencioso que não se agita, quando o teu coração treme.
Pois o que nos toca, a ti e a mim, isso nos une, como um arco de violino que de duas cordas solta uma só nota.
A que instrumento estamos atados?
E que violinista nos tem em suas mãos?
Oh, doce canção.

Rainer Maria Rilke

segunda-feira, julho 10, 2017

VEM A TONA...




"O feminino é a consciência Integral à beira da evolução do corpo e da mente de uma mulher. Pode-se dizer que ela é uma manifestação da consciência evolutiva, encarnando o desenvolvimento com um sabor especial feminino. Na medida em que ela está consciente, na medida em que ela aprende e se desenvolve, ela tem a capacidade inata de se expandir e abrir em uma identificação cada vez maior com todas as coisas."

"A iluminação não é limitada pelo tempo e espaço, mas, paradoxalmente, é realizada através da consciência que ocorre em nosso tempo e lugar, nesta cultura, e sob essas condições em que a pergunta "o que é o feminino Integral?" vem à tona.



Diane Hamilton Musho

como olhos em brasa



"O que te escrevo não vem de manso, subindo aos poucos até ao auge  para depois ir morrendo de manso.
Não: o que te escrevo é de fogo como olhos em brasa"

Clarice Lispector

A NOVA PROSTITUIÇÃO


O PREÇO DE UMA CRIANÇA...
uma nova forma de prostituição das mulheres pobres de leste...

"Quem são essas mulheres que aceitam "emprestar" a sua barriga?

São mulheres pobres vindas dos países do leste, da Bulgária, da moldávia e, por vezes, das mães sós que estão a tentar escapar-se. Inicialmente, elas vinham para a Grécia, em Atenas, para ocupar postos de ajuda ao domicílio para os idosos, para as ajudas domésticas e para as amas. Com a crise, a média burguesia grega parou de ...usar estas mulheres e muitos ficaram sem dinheiro. Esta prática apresenta-se então como a única solução. Primeiro, começam por dar os seus óvulos e quando não é suficiente ou são muito velhos, eles continuam a alugar o seu útero. São reformadas e recrutadas assim pelos médicos. Anteriormente não havia, ou poucos gregos, que aceitavam ser barriga de aluguer, pois o peso da religião e da família ainda é muito pesado, mas com a crise, cada vez mais mulheres aceitam."


OS FILHOS SEM MÃE...
E AS "MÃES" POR CATÁLOGO...e com contrato!


O HEROI DA BOLA PORTUGUÊS - o "macho lusitano" culto  da nação futeboleira...e o filho por encomenda.


O jornal britânico Daily Mail fornece inúmeros pormenores sobre o processo de conceção das crianças, que como se sabia até então, foi realizado através de uma barriga de aluguer.
Segundo a publicação, o primeiro passo foi escolher uma das muitas agências que existem na Califórnia, onde este tornou-se um negócio de milhões, pelo facto das leis serem muito favoráveis aos candidatos. Neste estado, pessoas solteiras podem recorrer ao processo, ao contrário de outros locais, como Espanha ou Inglaterra.
Na Califórnia uma agência pode receber 135 mil euros para a conceção de gémeos, dos quais 39 mil vão para a mulher que se prontifica a engravidar. Ao que tudo indica, Cristiano deverá ter escolhido uma dadora de óvulos, que normalmente recebe 6700 euros. A escolha varia entre milhares de mulheres presentes num catálogo. O esperma foi do próprio craque tendo em conta as claras parecenças entre Cristianinho e o jogador, coisa que também deverá ter acontecido com os gémeos.
Para além disso, duas mulheres estiveram envolvida no processo: uma para a doação de óvulos, outra para a gestação. A ideia é que nenhuma delas crie laços de afetividade com as crianças.
Antes do embrião ser implantado, Ronaldo e a pessoa responsável pela gestação assinam um contrato com todas as responsabilidades a serem cumpridas por ambas as partes.
O jornal adianta ainda que a mãe deverá ser mexicana.

in noticias do minuto

domingo, julho 09, 2017

UM RETROCESSO CIVILIZACIONAL


Ronaldo: comprar “filhos” é imoral

07 jul, 2017 • Opinião de Henrique Raposo


Será que Ronaldo pagou IVA pelos filhos? Não, não se riam, porque o caso não é para rir. Se Ronaldo pagou uma fortuna à barriga de aluguer e se pagou outra fortuna à clínica, então estas crianças foram de facto adquiridas mediante o pagamento de alguns impostos.
Milionários como Elton John e Cristiano Ronaldo compraram os seus filhos no mercado das barrigas de aluguer. Esta é uma prática imoral, aliás, é um retrocesso civilizacional, porque devolve o ser humano à categoria de bem transacionável, retira ao ser humano o seu carácter sagrado, inviolável e não comercializável, transforma a vida humana em algo equivalente ao carro de luxo. Isto devia ser dito de forma clara por um coro indignado de milhões, mas não se ouve nada, nem um pio, nem uma hashtag, só alguns colunas de opinião dispersas. Não se percebe o silêncio. E não se percebe a forma como o debate tem sido introduzido na sociedade. Fala-se dos "afectos" da pessoa que quer muito ser pai; diz-se que essa pessoa tem "o direito a ser pai". Não, não tem. Ser pai ou mãe não é um direito, muito menos um direito natural. O que é de certeza um direito natural de todos os seres humanos é a garantia de que não podemos ser tratados como produtos submetidos às regras da oferta e da procura. Não pode existir um mercado para seres humanos. E, apesar de estar mascarado pelos "afectos" e pelo Instagram, este é um mercado de bebés humanos. Repare-se que nem sequer falo da separação atroz entre bebé e mãe, ou seja, nem sequer estou a invocar o direito à mãe de todas as crianças. Julgo que já estamos numa fase mais grave e profunda do debate: como é que em 2017, século e meio depois de Lincoln, a sociedade ocidental aceita que seres humanos adultos e vacinados transformem outros seres humanos em bens que podem ser comprados num circuito de fabricação, comercialização e lucro?

E será que Ronaldo pagou IVA pelos filhos?
Não, não se riam, porque o caso não é para rir. Se Ronaldo pagou uma fortuna à barriga de aluguer e se pagou outra fortuna à clínica, então estas crianças foram de facto adquiridas mediante o pagamento de alguns impostos. Em 2017, bebés humanos geram lucros e impostos. Não é caso para rir, talvez seja caso para chorar.

Tão ou mais chocante do que o acto em si tem sido o silêncio acrítico da sociedade.
Ronaldo ficou à espera de duas crianças da mesma forma que nós ficamos à espera de dois DVD encomendados na Amazon, mas não houve "ondas de choque" nem hashtags de indignação. Ronaldo encomendou crianças da mesma forma que encomenda fatos no alfaiate ou carros no stand, mas não houve "polémica"; as redes sociais não se "incendiaram", como agora se diz. Se as hordas da net não se insurgiram, as figuras da elite também não. Onde é que estão os intelectuais e políticos que ganham a vida a criticar os "ricos"? Aqui está uma situação em que a riqueza é mesmo sinónimo de impunidade, aqui está um caso em que o dinheiro coloca o milionário literalmente acima do bem e do mal; aqui está uma situação em que a riqueza cria de facto uma esfera amoral onde não se fazem perguntas morais ("será legítimo fazer isto?") e onde só se fazem perguntas materiais ("é possível fazer isto? Se sim, quanto é?"). Onde estão os indignados do costume?

E onde é que estão os autoproclamados defensores das crianças e os pediatras famosos? Aqui está uma situação em que o superior interessa da criança é rasgado. Para terminar, onde estão os constitucionalistas, os professores de direito, os intelectuais públicos, os senadores, os comentadores, os teólogos? Como dizia há pouco, aqui está uma clara violação da sacralidade da vida humana.

Este e outros silêncios revelam um deserto amoral. Nós, enquanto sociedade, estamos moralmente desarmados. A sociedade pós-moderna não tem ferramentas mentais e morais para se reconstruir, para reconstruir a decência, para desenvolver um discurso que contemple o certo e o errado, a decência e a indecência. Durante décadas, a linguagem e os raciocínios morais foram atacados e retirados do espaço público. Só se aceitava a argumentação técnica (que é amoral por natureza) ou o discurso cínico e engraçadista (que também é amoral por natureza). O resultado está à vista: a sociedade nem sequer conhece as palavras necessárias para se insurgir moralmente contra a comercialização de seres humanos

quinta-feira, julho 06, 2017

OS MONSTROS DE CULTO




OS FILHOS DO PAI...ou filhos da put...que os pariu a eles?

CRIANÇAS COMPRADAS A "BARRIGAS DE ALUGUER" - um crime legalizado em sociedades degeneradas e sociopatas que fomentam o nascimento de crianças sem Mãe...
Crianças nascidas já como mercadoria - sem elos nem laços às mães, sem serem amamentadas - estas crianças sendo privadas de Mãe à nascença serão profundamente afectadas a nível celular e psicológico, e nenhum dinheiro do mundo lhes pagará essa falta...
rlp


TEMOS DE TER EM CONTA QUE "O nosso subconsciente é programado pelas nossas primeiras experiências com a nossa mãe e como fomos criados. A medida em que nos sentimos nutridas/os e incondicionalmente amadas/os determina a forma como as impressões da nossa mãe se traduzem numa sensação de proteção, segurança e confiança no ser, na vida e em poderes superiores, ou não.
Quase todos carregam feridas relacionadas com as suas impressões de maternidade precoce. Nós experimentamos essas feridas como pessoais, mas de facto são geracionais e culturais. A nossa mãe passou para nós o que foi passado para ela, e assim por diante por um longo, longo tempo. Essas impressões dizem respeito à programação cultural em relação ao valor e ao poder de ser mulher. A nossa cura, neste momento, não é a culpa das nossas mães ou de nós mesmos, mas percebermos que temos a oportunidade de libertar a programação baseada no medo que suprimiu o feminino, as mulheres, as emoções e, de facto, toda a humanidade por muito tempo." Guru Rattana

“Detrás del aura de felicidad que muestra Elton John, hablando de los bebés y de una noción de familia moderna, hay una industria que compra y venta de bebés que son diseñados para satisfacer las necesidades de los países ricos”, esta es la principal conclusión de una comisión de expertos suecos después de investigar, a petición del Gobierno, los vientres de alquiler.
“Desde hacía años se sabía que algo en la maternidad de alquiler no estaba bien”, se recoge en el informe, y es que en este tipo de prácticas, reguladas sin ningún tipo de pudor por Naciones Unidas, “la madre es considerada como la nada, pues ni siquiera tiene el derecho a ser llamada mamá y todo responde a los deseos del comprador”.
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Por ello, la investigación pone de manifiesto la necesidad de prohibir toda forma de maternidad sustituta, sea comercial o no, incluida la publicidad de estos, a pesar de ser una fórmula apoyada por el lobby gay y homosexuales de renombre mundial como Elton John.
El caso del “Bebé M”, cuya madre se vio obligada a entregar a su hijo entre lágrimas a un millonario japonés que había ordenado su compra dentro de un paquete de 16 niños que adquirió en varios hospitales de Tailandia, es uno de los ejemplos que cita The Guardian, donde se ha publicado el informe sueco.



En el artículo, titulado “Cualquier tipo de maternidad subrogada es explotación”, se destaca que en los vientres de alquiler se da la “verdadera mercantilización de la vida humana que mediante un clic, elige la raza y color de ojos; paga, y puede obtener al niño”.
Hay madres obligadas a abortar después de que los compradores conocen que los niños tienen algún tipo de malformación
Algunos de casos más terribles que se dan terminan con las madres obligadas a abortar después de que los compradores conocen que los niños tienen algún tipo de malformación o que son más de uno, y el cliente exige que se aborte a todos menos a uno.

Fábricas de niños

Pero el asunto pasa de castaño oscuro cuando el informe se centra en los casos de la fábricas de niños, en especial en Nigeria, donde se las conoce como “baby factory”. La periodista Milena Castigli sacó a la luz la realidad que se vive en el país africano donde miles de mujeres son esclavizadas para proveer hijos a parejas ricas, tanto heterosexuales como homosexuales.
La periodista italiana habla de jovenes mujeres  que “son secuestradas, segregadas, violadas durante meses y utilizadas como incubadoras para los recién nacidos, que serán después vendidos al extranjero para fines desconocidos”.
“Las denominadas fábricas de niños no son más que chozas donde decenas de mujeres y chicas muy jovenes viven abarrotadas como ganado, las tienen escondidas en secreto hasta el momento del parto, con torturadores pagados por poderosos grupos criminales locales. ¿Qué ocurre con estas madres después del parto?, no se sabe. ¿Y con los niños? Tampoco”, denuncia Castigli.



Muchos de ellos son “colocados” como mercancía dentro del circuito de las adopciones internacionales y “vendidos a un alto precio a las parejas heterosexuales u homosexuales. Sin embargo, de muchos otros se pierde la pista y existe el temor de que son usados para la venta de órganos o utilizados para la pornografía infantil”, alerta la periodista.
Emanuele di Leo, Presidente de Steadfast (una organización sin ánimo de lucro que opera desde hace años en Nigeria junto a los más pobres) explica que los compradores “son occidentales que tienen problemas de fertilidad, tanto parejas heterosexuales como homosexuales, aunque también hay nigerianos ricos que buscan perpetuar su propio patrimonio genético”.

¿A qué se debe el silencio sobre esta atrocidad?

“Esta nueva frontera de explotación sexual es una práctica abominable que se salió a la luz hace unos meses pero lleva años vigente, con el silencio cómplice de muchas personas que no han denunciado la situación”, denuncia la nota de la periodista Castigli.
“En uno de estos lugares se encontraron 32 mujeres embarazadas encadenadas a la pared como vacas en un establo”
Y es que se calcula que el valor de un recién nacido “subrogado” oscila entre los cuatro mil y los diez mil euros. Un valor que, unido a la venta en el extranjero de cientos de mujeres para convertirse en “madres subrogadas”, convierte a este negocio en uno de los más lucrativos.
En los últimos años han sido descubiertas, sólo en Nigeria, al menos 20 fábricas de niños en las que las chicas son aprovechadas durante los embarazados para acabar después no se sabe cómo.
“En uno de estos lugares infernales descubiertos por la Policía, se encontraron 32 mujeres encadenadas a la pared como vacas en un establo, por supuesto, todas ellas embarazadas, finaliza la denuncia de Castigli.

AS BORREGÃS dos reis são agora as barrigas de aluguer dos ricos

Davam a mãe para serem filhos do CR7


As "barregãs" que viam o filho reconhecido pelo rei, eram recompensadas "pelo uso do seu corpo" (a expressão é mesmo esta), e os infantes criados na corte, educados com todos os privilégios que o divino sangue paterno ditava. Soa familiar?

Sei que é politicamente incorreto dizê-lo, mas indigna-me o aparente consenso com que as pessoas acolhem o "episódio" Cristiano Ronaldo e os gémeos, aceitando alegremente a versão de que foram gerados por uma barriga paga a preço de ouro. Como se não houvesse nada de chocante em que as crianças fossem entregues como se não passassem de um qualquer gadjet, encomendado pela internet, e que se espera ansiosamente tenha a nossa cara. Como se, em sendo verdade (e elas aceitam que sim) não houvesse nada de especial em mandar fabricar crianças propositadamente órfãs de mãe, exibindo-as narcisicamente como um produto exclusivo. Nem sequer vejo estranhar uma opção destas tomada por alguém que tem na própria mãe uma heroína, indispensável em todos os momentos.

Espantam-me os milhões de gostos quando alguém declara que aos filhos basta terem "pai e um pai inacreditável" como ele, como se não soubéssemos todos que é exatamente quando um dos pais se acha tão extraordinário, que a criança mais precisa do contraponto de alguém "normal" na sua vida.

Estranho porque é que tantas pessoas se calam, nomeadamente gente com responsabilidade na defesa dos direitos das crianças, e que sabem bem que o direito a uma mãe ou a um pai, não é uma prorrogativa de quem a procriou, mas da própria criança. Porque não tornam pública uma opinião fundamentada sobre o que acontece não só neste caso mas no de tantos outros "famosos" que repetidamente enchem as páginas dos media, uma opinião que nos ajude a refletir?

Deixa-me perplexa porque é que os sábios não se chegam à frente para perguntar alto se é realmente isto que queremos, um futuro onde o dinheiro compra a técnica para tornar as crianças num produto consumível, produzido cada vez mais "à carta"? Consubstanciando, além do mais, um negócio de compra e venda de seres humanos.

E, já agora, porque estão silenciosos os Historiadores, que sabem bem que embora mascarado de admirável mundo novo, o que vemos agora acontecer é, na essência, um retrocesso civilizacional. Os homens ricos e poderosos punham, sem pestanejar, o corpo das mulheres ao seu serviço. As "barregãs" que viam o filho reconhecido pelo rei, eram recompensadas "pelo uso do seu corpo" (a expressão é mesmo esta), e os infantes criados na corte, educados com todos os privilégios que o divino sangue paterno ditava. Soa familiar? Muito, mas convinha também recordar como os direitos das mulheres e das crianças evoluíram desde aí, como de pouco vale pugnar por quotas nas empresas se aceitamos fechar os olhos a coisas como estas.

E nós todos, cidadãos comuns, mas que temos voz e voto, em que é que ficamos? Basta uma vista rápida aos comentários à notícia para perceber que, para muitos, a fama e o dinheiro parecem compensar tudo. Se a criança pergunta pela mãe, que importa que lhe digam que morreu ou viaja (como li nas declarações de uma das irmãs Aveiro), se em troca pode entrar pelo campo adentro ao lado do pai mais famoso do mundo (com todo o mérito), que diferença faz que um dia deixe de perguntar por ela e se remeta a um silêncio deprimido, se pode viajar, viver numa mansão de infinitos quartos, realizar todos os desejos e herdar um dia a fortuna do craque? Decididamente, talvez tantos se calem porque, secretamente, davam a mãe para serem filhos do Cristiano Ronaldo.

Jornalista - Isabel Stilwell

sábado, julho 01, 2017

A MÃE COMO CÁLICE...


MÃE, MÃE, MÃE,

(grito o teu nome para exorcizar a tua morte no mundo dos homens...)

Mãe,
...
Conheço a tua força, mãe, e a tua fragilidade.
Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital.
Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta
Estou contigo na tua simplicidade e nos teus gestos generosos.
Vejo-te menina e noiva, vejo-te mãe mulher de trabalho
Sempre frágil e forte. Quantos problemas enfrentaste,
Quantas aflições! Sempre uma força te erguia vertical,
sempre o alento da tua fé, o prodigioso alento
a que se chama Deus. Que existe porque tu o amas,
tu o desejas. Deus alimenta-te e inunda a tua fragilidade.
E assim estás no meio do amor como o centro da rosa.
Essa ânsia de amor de toda a tua vida é uma onda incandescente.
Com o teu amor humano e divino
quero fundir o diamante do fogo universal.

António Ramos Rosa, em 'Antologia Poética'

sexta-feira, junho 30, 2017

BARRIGAS DE ALUGUER .- um crime contra natura...



AS MULHERES SÃO LIVRES?

As mulheres modernas podem ter consciência politica e social da condição da mulher no mundo, e isso é só um principio, ou foi essa a luta das feministas, mas se ela não tiver consciência de si enquanto mulher dividida e viver como intelectual ela pensa-se como igual aos homens e não vê essa diferença essencial que é a forma como o Sistema Patriarcal dividiu as mulheres em duas espécies para PODER fundar o Sistema: O casamento é a assinatura do contrat...o da mulher (e do filho) como propriedade do homem enquanto que a outra que não casa passa a ser a prostituta que é outro suporte do sistema...O  bode expiatório de todas as desgraças...mãe de todos os filhos da put...

Uma é a mulher que dá filhos ao homem e a outra a mulher que lhes dá prazer aleatório e assim a mulher é dividida em duas espécies sem dar por isso.
Penso que este pormenor da divisão das mulheres em duas espécies foi a maior tactica de destruição da integridade da mulher como Ente ou como individuo e da sua liberdade como mulher integral.
Mas pior, penso que que agora que as mulheres tiveram a sua pseudo-emancipação e que quase todas desprezam a maternidade e tornam uma coisa meramente funcional os homens agora condenam as mulheres a ser todas uma terceira espécie; "barrigas de aluguer" - já não precisam de casar nem de pagar a prostitutas para ter prazer porque TODAS AS MULHERES SÃO "LIVRES" sexual e economicamente ou vendem-se todas pelo dinheiro...MAS falta-lhes a dimensão da alma e do espirito, a Dimensão do sagrado da Vida e de dar vida...
E é esta abominação que está em curso e as mulheres comuns dão aval a isto...a grande barbaridade "cientifica" do sec. XXI
Por tudo isto é importante que se tome consciência desta grande alienação da mulher e de todos os seres humanos perante o que estamos a viver hoje com o fenómeno das "barrigas de aluguer" em que homens com dinheiro, futebolistas e cantores gays e outros estejam a fazer das crianças mera mercadoria e a destituir as mães de todo o significado.

A MÃE É O  ELEMENTO DETERMINANTE DA SOCIEDADE- SEM MÃE ESTA SOCIEDADE ESTÁ CONDENADA A FALÊNCIA DA SUA BASE E ESTRUTURA ESSENCIA: O COLO DA MÃE...é a salvação da Humanidade!
rlp

“Recuperar a mãe verdadeira pressupõe então recuperar o coletivo de mulheres e a sua função coletiva dentro dum determinado grupo social. A recuperação da mãe não é uma recuperação individual (embora tenha uma dimensão individual e corporal), mas a recuperação do feminino coletivo, de todas nós.” cacilda rodriguez

SIMONE VEIL - politica francesa



MORREU HOJE COM 89 ANOS -  2017
Simone Veil, nasceu em Nice, França, no ano de 1927.

É uma política e jurista francesa, que dedicou a vida às causas das mulheres, dos idosos, dos imigrantes e das crianças adoptadas. Foi a responsável pela lei francesa de despenalização do aborto, em 1975, enquanto Ministra da Saúde.
Simone Veil é uma sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde viu morrer todos os seus familiares....
Em 1979, foi eleita como a primeira mulher a Presidir ao Parlamento Europeu, cargo que ocupou até 1982.
É membro da Academia Francesa desde 18 de Março de 2010 e Presidente da Fundação para a Memória da Shoah.
Aos 80 anos, decidiu escrever o seu livro de memórias: “Uma vida”.

FALECEU HOJE AOS 89 ANOS DE IDADE.

ATENÇÃO:

NÃO CONFUNDIR:

SIMONE WEIL
- ESCRITORA E MISTICA - Simone Adolphine Weil (nascida em Paris, 3 de fevereiro de 1909 – falecendo em Ashford, a 24 de agosto de 1943) que foi uma escritora, mística e filósofa francesa, que se tornou operária da Renault para escrever sobre o cotidiano dentro das fábricas.

SIMONE VEIL - POLITICA - NASCEU em Nice, 13 de julho de 1927 e faleceu hoje em 2017 com 89 anos: era uma política francesa conhecida pelo fato de enquanto Ministra da Saúde ter defendido em 1974 um projeto de lei que despenalizou a interrupção voluntária da gravidez em França. Foi também a primeira mulher a presidir ao Parlamento Europeu (1979-1982). É desde 1998 membro do Conselho Constitucional de França.

EXERCICIOS...


A Amizade Exercita-se

É um erro desejar ser compreendido antes de se ser elucidado por si mesmo a seus próprios olhos. É procurar prazeres na amizade, e não méritos. É qualquer coisa de mais corruptor ainda do que o amor. Venderias a tua alma por amor.
Aprende a repelir a amizade, ou melhor, o sonho da amizade. Desejar a amizade é um grande erro. A amizade deve ser uma alegria gratuita como as que a arte ou a vida oferecem. É preciso recusá-la para se ser digno de a receber: ela é da categoria da graça («Meu Deus, afastai-vos de mim...»). É dessas coisas que são dadas por acréscimo. Toda a ilusão de amizade merece ser destruída. Não é por acaso que nunca foste amado... Desejar escapar à solidão é uma cobardia. A amizade não se procura, não se imagina, não se deseja; exercita-se (é uma virtude). Abolir toda esta margem de sentimento, impura e enevoada. Schluss!
Ou melhor (pois não é necessário desbastar-se a si mesmo rigorosamente), tudo o que, na amizade, não passe por alterações efectivas deve passar por pensamentos ponderados. É absolutamente inútil privar-se da virtude inspiradora da amizade. O que deve ser severamente proibido, é sonhar com os prazeres do sentimento. É corrupção. E é tão estúpido como sonhar com a música ou com a pintura. A amizade não se deixa afastar da realidade, tal como o belo. E o milagre existe, simplesmente, no facto de que ela existe. Aos vinte e cinco anos é mais que tempo de acabar radicalmente com a adolescência...

Simone Weil, in 'A Gravidade e a Graça"

quinta-feira, junho 29, 2017

carmina amatória


"carmina amatória"

A POESIA...e as mulheres...

“Esta função sagrada feminina numa comunidade de povos atlânticos, europeus, através dos milénios e que através de todas as etnias e estimativas diferentes, continuaria a ser primacial.”

“Documentos antigos de origem eclesiástica, provam-nos que havia na Romania uma poesia popular detestada pela Igreja, carmina amatória, (…) cujo principal agente era a mulher. Tal poesia chegava a invadir a própria Igreja e escandalizar a seriedade do culto (…) essa... arte feminina deveria ter florescido intensamente na Galiza (…) Temos notícia de que as mulheres desempenhavam papel importante nas grandes cerimónias religiosas de Santiago de Compostela.”



Da Serpente à iImaculada - dalila pereira da costa
Imagem de olivia descamp

Todos nós nascemos da Mãe e a Mãe vive dentro de nós


Por Guru Rattana


"O arquétipo do Caranguejo representa a Grande Mãe, a doadora da vida. Todos nós nascemos da Mãe e a Mãe vive dentro de nós, sustentando cada um de nós ao longo das nossas vidas.
Para imaginar o mundo em que desejamos viver e criar, devemos mergulhar profundamente nos nossos sentimentos e no nosso mundo interior, onde a criação começa. Para mudar o que e como nos manifestamos nas nossas vidas, temos que começar com o nosso subconsciente e a programação que rege a nossa realidade interior. O nosso subconsciente é programado pelas nossas primeiras experiências com a nossa mãe e como fomos criados. A medida em que nos sentimos nutridas/os e incondicionalmente amadas/os determina a forma como as impressões da nossa mãe se traduzem numa sensação de proteção, segurança e confiança no ser, na vida e em poderes superiores, ou não.


Quase todos carregam feridas relacionadas com as suas impressões de maternidade precoce. Nós experimentamos essas feridas como pessoais, mas de facto são geracionais e culturais. A nossa mãe passou para nós o que foi passado para ela, e assim por diante por um longo, longo tempo. Essas impressões dizem respeito à programação cultural em relação ao valor e ao poder de ser mulher. A nossa cura, neste momento, não é a culpa das nossas mães ou de nós mesmos, mas percebermos que temos a oportunidade de libertar a programação baseada no medo que suprimiu o feminino, as mulheres, as emoções e, de facto, toda a humanidade por muito tempo.

Vivemos um momento que nos pode despertar para a cura, a possibilidade de despertar para a realidade universal, onde transcendemos a nossa dor e sofrimento humanos e encontramos a nossa máxima segurança na consciência cósmica. Somente quando a nossa realidade interior está imbuída de amor transcendental universal, temos um lugar dentro de nós, onde nos podemos sentir protegidas/os, seguras/os e incondicionalmente aceites e amadas/os. Quando sentimos que a Grande Mãe nutre o nosso mundo interior, podemos libertar o velho condicionamento de não nos sentirmos dignas/os e de não podermos atender as nossas necessidades, não importando o que fazemos ou o quão difícil seja. Parte da nossa cura é perceber que não precisamos nos defender ou usar a manipulação emocional para tentar obter o que queremos ou provar o nosso valor. A necessidade de nos afirmarmos e o medo de fazê-lo é substituída pela nossa vontade de sermos vulneráveis ​​dentro de nós mesmos e de encontrar refúgio e consolo invocando a Mãe Divina para nos apoiar nos nossos esforços terrenos."

domingo, junho 25, 2017

O recente despertar da mulher....



NA MULHER O CONFLITO ENTRE O EXTERIOR E O INTERIOR PODE SER DEMOLIDOR, SE ESTA NÃO ESTIVER CONSCIENTE DA SUA VERDADEIRA NATUREZA INTRÍNSECA, SE ELA NÃO ESTÁ CONSCIENTE DA SUA EXISTÊNCIA...

"Cada indivíduo tem uma natureza que busca amor e relacionamento, mas também há incrustada em todos a necessidade de lutar pela verdade impessoal. Essas tendências opostas são expressões da dualidade da natureza humana, que é tanto objectiva quanto subjectiva. Em todos os seres humanos tal oposição está activa e leva inevitavelmente ao conflito. No actual mundo ocidental esse conflito é bastante grave e cai mais duramente sobre as mulheres, porque a civilização ocidental dá ênfase ao valor exterior, e isso se ajusta mais propriamente à natureza do homem do que à da mulher. o espírito feminino é mais subjectivo, mais relacionado com sentimentos do que com as leis e princípios do mundo exterior. e resulta que o conflito entre o exterior e o interior é usualmente mais devastador para as mulheres do que para os homens.

Existe outra razão pela qual esse problema é particularmente urgente para as mulheres de hoje. Referimo-nos ao recente desenvolvimento do lado masculino da natureza da mulher, que tem sido uma característica tão marcante nos últimos anos. Esse desenvolvimento masculino está definitivamente ligado à sua vida no mundo dos negócios e, na maioria dos casos, é até exigido como pré-requisito para ganhar a vida no mundo, praticando uma profissão ou seguindo uma ocupação. A mudança de carácter, que tem acompanhado essa evolução, não existe só na parte profissional da vida de uma mulher, mas afecta a sua personalidade inteira, e tem causado mudanças profundas na sua relação consigo mesma e com os outros..."*

"... O recente despertar da mulher de sua longa apatia trouxe à tona poderes latentes que, muito naturalmente, ela está ansiosa por desenvolver e aplicar na vida, tanto para sua própria satisfação e vantagem, como para aumentar sua contribuição à vida do grupo. Esse passo adiante no desenvolvimento consciente não acontece sem dificuldades e obstáculos. Ela afastou-se da velha e bem estabelecida maneira de conduta e adaptação psicológica da mulher, e se acha hoje atacada por problemas que nem ela mesma e nem as mulheres pioneiras que iniciaram o movimento pela emancipação da mulher previram. Essas mudanças têm produzido para a mulher um inevitável conflito interno entre a necessidade de expressar-se através do trabalho, como um homem faz, e a necessidade interior de viver de acordo com a sua própria natureza feminina..."*

In OS MISTÉRIOS DA MULHER
de M. Esther Harding

sábado, junho 24, 2017

A VIOLÊNCIA DA MULHER CONTRA SI MESMA



A MULHER NADA GANHA EM EXPOR-SE...


...Quando eu digo que a mulher não tem identidade, que foi amestrada pela sociedade para servir e cumprir apenas um papel, muita gente me acha radical, mas quando eu olho a Mulher e vejo que ela não é mesmo nada em si a não ser como mulher objecto ao serviço da espécie, eu não me sinto como tal…O que eu sinto é que isto é uma atrocidade enorme a que as mulhers todas no mudo estão sujeitas e que dada a esta circunstancia dramática e escravizante da condição feminina as mulheres tinham de acordar deste sono milenar, desta anestesia geral que as torna sonâmbulas e obedientes ao colonizador do seu corpo…
E no meio disto tudo o que mais me custa é ver que quando as mulheres se revoltam com a sua repressão e querem reivindicar a sua liberdades elas se despem…sem ver que foi isso mesmo que as tornou mulheres objectos de consumo a todos os níveis e o que fazem no fundo é continuar  a exporem-se aos predadores que se riem delas, as aviltam e prendem e maltratam e continuam a ser vítimas dos seus assédios e instrumentos de propaganda contra a mulher, tal como acontece e é o caso das marchas das vadias ou das putas…
Não, não é expondo a sua nudez em nome da sua liberdade, nem do seu corpo escrito com palavras de ordem, tais como: "o corpo é meu" que elas vão ser senhoras de si mesmas e recuperar alguma idoneidade…mas sim saindo dessa escravidão interior e exposição exterior que só alimenta a mente machista contra as mulheres. Afinal elas afirmam a sua nudez contra quê? Como é que a nudez pode estar associada à sua liberdade se é pela nudez e exposição comercial do corpo da mulher que ela é marcada e inferioriza e prostituída a todos os níveis pela sociedade machista?  E como é que a mulher vai sair desse plano de inferioridade marcada como corpo objecto e resgatar a sua dignidade quando estão a reagir ao mesmo nível e com as mesmas armas que os homens usaram numa guerra em que sempre perdem…
rlp

quarta-feira, junho 21, 2017

"HOSTES DE FOGO"



PODEROSO ESTRONDO...

«Graves são as vozes! Há cães a ladrar nos Montes. Os Sóis desceram dos Céus e a Terra ardeu num Fogo feroz. Foi como um clarão que veio e ninguém viu. Ouviram-se gritos por todos os lados. Eram as Vozes dos Sufocados, dos Mortos da Vida.
O Amor tinha morrido entre os Homens! As Mulheres choravam nos Rios e nas Ribeiras; nas Veredas, nas Estradas de Alcatrão e entre os seus Seios estavam apartadas da sua mais Pura Identidade.
...
Diabo e Deus
A Cruz
O Céu e o Inferno
O Grito
Nada

Veio o Fogo e era Vermelho, Laranja e Amarelo. Não se sabia de onde vinha, se das profundezas da Terra, se dos Abismos do Céu. Era uma Tela nunca vista e sonhada. Era Imaginal e outorgara uma força única que se estendia por todos os planos da Existência. Era o Sétimo Mundo. A Sétima Vida. A Sétima Morte. Era o Sétimo Homem desprovido de Divindade.
O Estrondo foi colossal e a energia carregava todas as Pragas que os Homens tinham guardado nas profundezas do Coração. Eles tinham um coração pequeno. Eram como Wotan que vendeu Freya aos
Gigantes.

Brame o Mar
Brame o Céu
Brame Brame Brame
Brame a Mulher
Brame a Criança
Brame Brame Brame
Poderoso o som que desceu e subiu. Chispas voaram por todos os lados. Um Sono profundo e Dantesco levou a Humanidade ao Desespero!! Atlântida, voltara a fundar-se nos corações de todos.»

NãoSouEuéaOutra in « Hostes De Fogo»

sábado, junho 17, 2017

UMA VIOLAÇÃO CRIMINAL DOS DIREITOS HUMANOS


TRANSGÉNEROS:

"CONSIDERO ESTA PRATICA COMO UMA VIOLAÇÃO CRIMINAL DOS DIREITOS HUMANOS"

Numa entrevista com “The Weekly Standard” a escritora Camille Paglia, que nunca teve medo de confrontos (identificando-se publicamente como lésbica na década de 1960) fez alguns fortes comentários sobre o transgenderismo, dizendo: "A fria verdade biológica é que as mudanças de sexo são impossíveis "
Jonathan Last perguntou-lhe porque não houve um confronto aberto entre o feminismo e o trans...genderismo, Paglia respondeu que esse confronto já aconteceu no Reino Unido, mencionando os ataques da comunidade “transgender” à icónica feminista Germaine Greer e á feminista australiana radical Sheila Jeffreys, a autora de “Gender Hurts”.
Paglia observou: "Jeffreys identifica o transexualismo com a misoginia e descreve isso como uma forma de"mutilação ". Ela e as suas aliadas feministas encontraram prolongadas dificuldades em obter um local seguro para falar em Londres, devido às ameaças e agitação por parte dos activistas transgêneros".
Ela continuou:
Sou altamente céptica sobre a actual onda transgênero, que eu creio ter sido produzida por factores psicológicos e sociológicos muito mais complicados do que o actual discurso do género permite. Além disso, condeno a crescente prescrição de bloqueadores da puberdade (cujos efeitos a longo prazo são desconhecidos) para crianças. Considero esta prática como uma violação criminal dos direitos humanos. É certamente irónico como os liberais que se colocam como defensores da ciência quando se trata de aquecimento global (um mito sentimental não apoiado por evidências) fogem de toda referência à biologia quando se trata de género.
Então, o tiro certeiro:

"A verdade fria biológica é que as mudanças de sexo são impossíveis. Cada célula do corpo humano permanece codificada com o género de nascimento para a vida. Podem ocorrer ambiguidades intersexuais, mas são anomalias de desenvolvimento que representam uma pequena proporção de todos os nascimentos humanos ".

Paglia acrescentou: "Como Germaine Greer e Sheila Jeffreys, rejeito a coerção patrocinada pelo Estado para chamar alguém de" mulher "ou de" homem "simplesmente com base no seu sentimento subjectivo sobre isso.”

quinta-feira, junho 15, 2017

O embate das civilizações?



França: os factores extremistas - os extremos tocam-se nesta imagem - a imagem da degeneração humana que também aqui está bem a vista - só os cegos e extremistas não querem ver...
Ao lado de um homem travesti - o simulacro grotesco da mulher que o homem inventou - e a mulher coberta do Islão...que bem pode esconder um homem e pior um terrorista...vemos onde esses extremos chegaram e como a humanidade está em decadência absoluta, a caminho de um choque final...
E a questão é: ambos estes mundos de alienação extrema desconhecem a Mulher real, ausente da sociedade...A Mulher verdadeira deixou de existir para dar lugar cada dia mais a estas aberrações...
rlp

quarta-feira, junho 14, 2017

Acabou a minha oração ...


In ADORAÇÃO



Acabou a minha oração de palavras. Elas só valem para preparação do silêncio que as continue.
Vou calar-me e no silêncio que vai fazer-se é que melhor sentiremos a profundidade do abismo de Alegria em que me afundaste. (…)
E como uma rosa é o meu coração, abrindo as asas na penedia do meu peito…(…)
É tarde, meu amor, demais falamos.
Faça-se o Silêncio e que a tua alma escute como nesse silêncio nasce e cresce o infinito mar deste amor eterno…

Leonardo Coimbra



..escrever para alguém



UM SENTIDO


"Esse esforço que farei agora por deixar subir à tona um sentido, qualquer que seja, esse esforço seria facilitado se eu fingisse escrever para alguém. Mas receio começar a compor para poder ser entendida pelo alguém imaginário, receio começar a "fazer" um sentido, com a mesma mansa loucura que até ontem era o meu modo sadio de caber no sistema. Terei de ter a coragem de usar um coração desprotegido e de ir falando para o nada e para o ninguém? - assim como uma criança pensa para o nada - e correr o risco de ser esmagada pelo acaso."

clarice lispector

UM GÉNERO OU UMA MODA?

E quem é que  inventou o cor-de-rosa menina e o azul do céu menino? 


OS "TRANSGENEROS" e a moda...

Creio que nos afastamos tanto do ser natural e original - não digo "normal" que é apenas um conceito, mas de um ser NATURAL que é nascer-se com um corpo "fêmea ou macho" à partida e SER SÓ HUMANO.
O SER Humano não tem de se definir pela sua sexualidade, como um animal sexual - e esse "animal sexual" tanto é o homo como hétero como o trans...

Um SER HUMANO PLENO é apenas livre de amar...sem ter de se mascarar de mulher ou de homem. Há em toda esta questão e de pessoas e até crianças se sentirem estar no corpo errado uma enorme perversão que é a cultura moderna dos estereótipos e a moda totalmente alienadas  de um sentido ontológico e transcendente do que é a Vida e o SER  humano...
Querer definir género pelo aspecto de uma pessoa, pelos suas tendências sexuais (gostar de seres do mesmo sexo?) ou por se ter uma sensibilidade dita feminina (como se a sensibilidade não fosse de ambos os sexos) ou por gostos aleatórios (como a maquilhagem ou outros utensílios ou acessórios, como carteias brincos e saltos altos hoje atribuídos  ao feminino, quando em seculos passados também os homens calçavam sapatos de tacão alto, folhos e rendas) ou ainda pelos trajes interiores ou exteriores) uma mera identificação inicial do menino com  a mãe...ou de uma  menina com o pai...? que não tem de ser reprimido nem censurado - tudo isto é como digo uma falsa questão que parte de uma  cultura de plástico ou de uma  aculturação diria e da ignorância e estupidez natural de tudo o que é informação nos nossos dias - tudo isto não passa de uma alienação do Ser em si...
Tudo isso não determina ou obriga que os seres humanos mudem de sexo ou se tenham de submeter a intervenções cirúrgicas ou hormonais para serem "normais" ou estar de acordo com o que sentem?
Toda esta aberração tem a ver com um mundo que vive de estereótipos grotescos da moda, da musica pop e do cinema de ficção e uma cultura superficial sem qualquer profundidade. É de resto não ter em conta que todos os seres humanos são de si tão variados como as flores...mas as flores não tem que se transformar noutras flores para serem belas e livres de ser o que são...
(Uma rosa é uma rosa uma rosa...assim o cravo e o malmequer...)
rlp

O marxismo carece de metafísica


O marxismo carece de metafísica - e o feminismo também...

"A civilização é definida pelo direito e pela arte. As leis governam o nosso comportamento exterior, ao passo que a arte exprime nossa alma. Às vezes, a arte glorifica o direito, como no Egito; às vezes, desafia a lei, como no Romantismo.
O problema com abordagens marxistas que hoje permeiam o mundo acadêmico (via pós-estruturalismo e Escola de Frankfurt) é que o marxismo nada enxerga além da sociedade. O marxismo carece de metafísica – isto é, de uma investigação da relação do homem com o universo, inclusive a natureza. O marxismo também carece de psicologia: crê que os seres humanos são motivados apenas por necessidades e desejos materiais. O marxismo não consegue dar conta das infinitas refrações da consciência, das aspirações e das conquistas humanas.
Por não perceber a dimensão espiritual da vida, ele reduz reflexivamente a arte à ideologia, como se o objeto artístico não tivesse outro propósito ou significado além do econômico ou do político."

Camile Paglia

segunda-feira, junho 12, 2017

A ESSÊNCIA DA MULHER 


NÃO SERÁ NUNCA REPRESENTADA
NEM CONTIDA NUMA IMAGEM...

As vezes fico parva: ainda há mulheres que acham que ser feminina é pintar-se, vestir saias e saltos altos...? Serem magras, ou musculadas, fazer plásticas e usar batom, rímel, botox ou silicone?

Nenhuma mulher será mulher sem ser só por si aquilo que é...

Porque a essência da mulher ou o feminino essencial é magnetismo puro, é sensualidade e mistério: é algo interior e intrínseco que exala de dentro, que é intemporal tal como a beleza original e seja de calças nua ou descalça esse magnetismo da mulher essencial prende e fascina inequivocamente homens e mulheres...

rlp

sexta-feira, junho 09, 2017

A MULHER CONSCIENTE DE SI



A Mulher Consciente de si é a Mulher consciente da sua cisão interna primeiro e quando inicia o seu processo de integração consciente das duas mulheres divididas em si pelo patriarcado - a luta entre a boa e má, a santa e a pecadora - e à medida que vai percebendo como essa cisão se deu dentro dela e também antes dela na mãe na irmã e na avó etc. e como essa divisão se instalou e foi transmitida  através da educação patriarcal e religiosa e de como ela é passada de geração em geração...

Sim, à medida que a mulher vai caminhando para dentro dela unindo essas duas mulheres, não sendo nem uma nem a "outra" e perdendo o medo de ser julgada e deixando de se sentir culpada, ela vai entendendo como a mulher se perdeu dela mesma. Se a mulher aos poucos for integrando a noção e o sentimento de que ela é as duas em si mesma, e não vivem separadas nem são antagónicas - isso as torna então mais fortes e naturalmente conscientes de que são uma só mulher. E ai serão bem mais hábeis em perceber o ataque secular à parte de si julgada como pecadora e essa ideia ou sentimento arraigado deixa de fazer sentido e a partir daí torna-se indiferente que o homem a ache ousada, provocante e sensual, que  isso já não a afecta, nem ao seu comportamento nem a sua liberdade...Quando ela entende que tem o direito a ser uma mulher total, sexual sensual e ousada e ao mesmo tempo ela pode ser terna e doce e recatada...e até pura e nela já não há conflito interno então sim, a mulher é inteira e liberta de milenares conceitos baseados na culpa de Eva e do pecado.

É ai que ela pode dizer e ser o que quiser ser de todo o direito e o que sentir deve expressar a sua totalidade, essa natureza instintiva e sensual e a sua natureza maternal e afectiva sem separação. Sim, a mulher não cindida é as duas em simultâneo e deve responder com todo o seu ser a cada desejo de ser mulher, seja como mulher de desejo, seja mulher de ternura de afectos e emoções, seja como mulher recatada e mãe dedicada ou profissional de carreira médica ou feiticeira!

Sabemos no entanto que a mentalidade machista dos homens não vai mudar assim tão facilmente e que eles podem não entender essa mulher porque eles mesmos sempre a dividiram para reinar e a transformaram na esposa casta (fechada em casa) e a mulher fácil... a mulher da vida, que viola e de quem abusa...e portanto temos de estar preparadas para neste ver como eles vão continuar a rejeitar essa sua liberdade de ser total, acusando-o de vadia ou perdida se ela não for apenas a mulher submissa e casta...e do lar ou da rua a que ele está habituado.

Falar desta integração parece fácil mas sei que esse trabalho de dentro é árduo e vasto e complexo e exige muita vigilância e conhecimento psicológico da mulher. Sem esse aprofundar da sua psique poucas mulheres percebem isto e falam apenas da boca para fora...o discurso até se pode tornar viral.  Desse modo  se ela decidir lutar com todas as suas forças contra o Sistema que a aprisiona e diminui e divide como ser, ela vai perder-se e continuar alienada de si se antes não conseguir encontrar uma estrutura psíquica forte, esse SABER INATO e intuitivo que a salva e lhe dá a dimensão ontológica - pois o Sistema sabe bem como a continuar a dividir ou simplesmente abater...Ele sabe que a dividiu para a afastar da sua Essência há centenas de anos...e foi assim dividindo-a em dois tipos de mulher que os homens contruíram a sua supremacia, anulando  a Deusa Mãe e destruiundo a própria Natureza....


UNIR AS MULHERES PELO SEU POTENCIAL INTERIOR...

Por isso é preciso que ao tomarmos consciência do nosso imenso potencial como mulheres e do imenso Amor que há em cada uma de nós, não nos fiquemos pelas palavras bonitas nem pelos belos discursos ou pelos rituais nem pela mera teoria, nem pelos cursos de cura e de meditação…Ser Mulher em si é que é a Cura válida e definitiva...

É preciso pois que nos juntemos de facto e sejamos unas em Consciência, em espírito de verdade e numa autêntica irmandade Unidas na alma e na essência, não ligadas por ideias ou crenças, nem a força de idealizações, porque a nossa Força interior, o nosso Poder interno podem fazer a diferença e irmanados em sentimentos, pensamento e acção, quando juntas poderemos então mudar radicalmente a face da Terra e trazer a Paz que o Mundo precisa.

Rosa Leonor Pedro
rlp

A MANIPULAÇÃO DA MULHER



 AS 15 acusações feitas por uma mulher ao Sistema patriarcal

1. Acuso a indústria farmacêutica de ter transformado todos os processos naturais da mulher em doenças extremamente rentáveis: Menstruação, an...ticoncepcionais, gravidez, parto, amamentação, criação e menopausa.


2. Acuso a pílula contraceptiva (e todos os produtos hormonais em geral em mulheres saudáveis) de ter mudado totalmente o nosso equilíbrio delicado endócrino e de roubar as mensagens intuitivas que chegam do inconsciente com as diferentes fases do ciclo menstrual feminino, pela relação Entre os ovários, determinadas hormonas e atividades de hemisférios cerebrais. Este é um dos problemas de base surpreendentemente escondido. As mulheres não se desligarem no parto de si mesmas, pela primeira vez, mas que levam anos dissociadas da sabedoria feminina ancestral e mais unidas a um laboratório que a seu próprio corpo.

3. Acuso o negócio da fecundação artificial de se aproveitar das mulheres desesperadas para engravidar e submetê-las a dolorosos, caros e longos processos, em vez de analisar as causas verdadeiras (e corrigíveis) do fracasso na gravidez, e que nos faria Repensar o ritmo e o estilo de vida que levamos a todos os níveis.

4. Acuso a indústria da alimentação de seu macabra e eficaz estratégia para convencer a meio século de mulheres e fazer com que o leite de um animal (cujo cérebro é muito menor do que o humano) quimicamente tratada fornecida em plástico e, por Mãos frias, muitas vezes, tenha substituído ao calor, amor e o milagre de uma teta meloso. Este triunfo económico significou uma condenação à morte de milhões de crianças em países menos desenvolvidos, e alto risco de doenças, menos nível cognitivo e desapego nos países ricos. Ausência de amamentação significa ausência de ocitocina e menos paixão entre mãe e filho, e a partir daí uma longa cadeia de comportamentos artificiais.

5. Acuso o sistema obstétrico de ter transformado a normalidade do parto em patologia, de tê-lo medicalizada até ao delírio de 50 % de cesarianas em alguns países, de não ter respeitado a extrema fragilidade do recém-nascido e de ter transformado o sagrado Ato do nascimento em uma simples extração e manipulação de bebés.

6. Acuso os pediatras de ter confundido as suas crenças e preconceitos com a verdadeira ciência, de ter frustrado milhões de potenciais de amamentação bem sucedidas com falsas normas, de ter transformado em doença um padrão de sono mamífera e de colocar os seus critérios para as recomendações de A OMS.

7. Acuso os neurologistas e psiquiatras de sobre-diagnosticar a hiperatividade e de drogar e anular a uma geração de crianças (apesar dos constatados e relatados efeitos secundários) com ritaline / Rubifren: a cocaína pediátrica

8. Acuso os psicólogos que se progride à custa de todos os erros do sistema em educação, de não fazer jus ao seu nome (psiqué=alma), de criar teorias que justificaram a contínua domesticação das crianças anulando o ligeiro instinto materno que restava (Superproteção, falta de limites, permissividade por mimar demais, mimos, etc. ), e de ter inventado uma falsa socialização precoce que não existe até muito mais tarde (6-7 anos de idade quando é estabelecida a lateralidade cerebral).

9. Acuso os falsos gurus de criação: Spock / Ferber / Valman / estivill e capangas comportamentais de fazer apologia de métodos de sócio-tortura e vender insensibilidade, crueldade e falta de respeito para com as crianças. Se houvesse um tribunal de haia emocional, todos esses personagens seriam condenados por sofrimento à humanidade.

10. Acuso as feministas clássicas de ter podado as mulheres humilhando a nossa feminilidade e maternidade, e de ter vendido aos nossos filhos por uma falsa libertação que foi simplesmente uma mudança de lugar de opressão, e que perpétuo e potenciou o sistema e os Valores dominantes: Masculinidade, competência, predação, hierarquia. Nunca houve nenhuma revolução social, mas sim um continuismo com outra cara. Sim é compatível com o trabalho e a educação, mas para isso temos que transformar o sistema e não abducirnos a nós e abandonar as criaturas.

11. Acuso as revistas femininas da promoção de modelos de mulheres descerebradas, consumistas, siliconadas hipersexuais que quando tiverem filhos tornam-se mães virtuais que atendem por controle remoto às suas criaturas a golpe de visa e continuam com seu difícil vida sem pestanejar nem Um salto.

12. Acuso o sistema educacional de precocidade, de ter planos obsoletos que não correspondem às verdadeiras necessidades de aprendizagem através do jogo e da liberdade de expressão, de promover a submissão e obediência e impedir os processos de pensamento independente e criativos que permitem Encontrar o próprio caminho na vida.

13. Acuso a toda a sociedade de ser adultocentrista e ter excluído os bebés e crianças da vida diária, de subestimar a maternidade e paternidade como uma perda do talento da mulher mas sim valorizar a esta como produtora dentro do sistema econômico ( Nem como reprodutora ou como cuidadora).

14. Acuso o estado de bem-estar de ter sequestrado a vida dos bebês prendê-los em creches precoces que tornam-se assim uma espécie de "Orfanatos de dia" bem decorados, enquanto obriga os seus dois pais a trabalhar longe de casa para subsistir em Um modelo de vida sufocante, de ter passado do conceito de "é preciso uma aldeia para educar uma criança" a solidão e o desamparo de 8 bebés por cuidadora, de ter políticas de conciliação familiar-Laboral miseráveis, de ausência de Apoio às famílias decentes, e obviamente de ter criado uma sociedade do desconforto em que segundo a OMS, em 2020 a depressão será a segunda doença.

15. E, claro, acuso as mulheres para não ouvir o seu coração, nem o seu instinto, de ter sacrificado a seus filhos para que o sistema os devore (porque elas já estavam), de aceder à maternidade e parto com muito pouca Informação e, consequentemente, com uma atitude de meninas dóceis que delegam o seu papel em todos os outros, de não lutar ou se exilar deste injusto modelo económico nem dentro do lar, mas sim de gerir a raiva e a frustração (consciente ou não) contra seus filhos, Tornar-se insensível o seu choro e chamadas noturnas, de ficar obcecado pelo treino e as regras (que, no fundo, ajudam-nos a elas para ter uma estrutura e ordem e desculpabilizarse do seu abandono real), e de concentrar todas as suas forças em aspectos externos ao Lar.

Texto: Maria Del Mar Jimenez Redal

terça-feira, junho 06, 2017

AS RELAÇÕES HUMANAS

O MODO COM REAGIMOS...

" ...as relações proporcionam-nos as maiores oportunidades de crescimento e de aprendizagem e o maior potencial de sofrimento psicológico e , portanto, de actuação defensiva ou de retaliação, ferindo os outros e lesando-nos a nível da alma. O modo como reagimos é importante. Não podemos tratar a outra pessoa com mesquinhez sem que esse sentimento não se cole a nós; não podemos reagir generosamente sem expandir o coração e enriquecer a alma.
É um risco ser autêntico e abdicar da persona, da armadura e das defesas, mas é uma perda não assumir esse risco, sem o qual a intimidade se torna impossível.
Se nos escondemos por trás dos portões a nível emocional , pensando que isso nos porá a salvo, a única certeza é que a decisão nos manterá isolados , numa caixa por nós fabricada. "



Jean Shinoda Bolen