quinta-feira, agosto 15, 2013

A RAINHA DO CÉU E DA TERRA...

15 de AGOSTO

 "Desde o alto céu, até às profundezas ctónicas, desde o princípio mundial masculino activo, criador, Sol, até ao princípio feminino, passivo, Gaia, ou útero primordial, tudo se unirá e fecundará entre si e se revelará"

Dalila P.da Costa
 
           AH A GRANDE DEUSA MÃE

Os antigos cultos da Deusa Mãe e a importância da mulher, e o exercício do seu sacerdócio, quando ela ainda era una e integral na sua identidade, quando a mulher se expressava na sua totalidade e representava na carne e na alma a Deusa e a Natureza Mãe, permanecem nas nossa memória e no nosso inconsciente colectivo e como diz Dalila P. da C. - “Desde a época megalítica, passando pelo sec. VI a.C., até aos nossos dias, uma natureza ofídica, aquática, ctónica, estará aqui impressa neste território e a sua humanidade; e neles agindo sem cessar”…*
 
 
É essa acção subterrânea que actua nas nossas células e acorda as nossas memórias de deusas e sacerdotisas nos nossos dias pela activação das energias da Grande Deusa que descem agora de novo em toda a terra e que nos poderá fazer erguer de novo o Cálice de ouro e pedras preciosas e fazer com que o homem deixe de empunhar a Espada para matar o seu irmão e escravizar a mulher!
(…)
-“Esta partilha de um sacerdócio, que seria exclusivo, ou preponderantemente exercido por mulheres no culto da Grande -Deusa entre os povos pré-indo-europeus, depois partilhada com os homens e nos povos semitas ou indo-europeus, surge aqui expressado entre nós também, tanto na função sagrada da poesia, como na do culto. “*

Precisamos voltar a esse espaço sagrado nas nossas vidas e dar corpo à Deusa para que Ela possa manifestar mais uma vez a Sua vontade na Terra. Lembrar, como nos áureos tempos, que as mulheres evocavam a palavra sagrada e a proferiam sem medo, com orgulho e humildade…pelo amor da humanidade. Lembrar que: “Esta função sagrada feminina numa comunidade de povos atlânticos, europeus, através dos milénios e que através de todas as etnias e estimativas diferentes, continuaria a ser primacial.”* RLP
“Documentos antigos de origem eclesiástica, provam-nos que havia na Romania uma poesia popular detestada pela Igreja, carmina amatória, (…) cujo principal agente era a mulher. Tal poesia chegava a invadir a própria Igreja e escandalizar a seriedade do culto (…) essa arte feminina deveria ter florescido intensamente na Galiza (…) Temos notícia de que as mulheres desempenhavam papel importante nas grandes cerimónias religiosas de Santiago de Compostela.” (F.C.)*
 
(citações entre aspas) de * Dalila P. da Costa

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