O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

quinta-feira, maio 28, 2009

E SE EU MORRER ESTA NOITE?


Toda a gente aqui se assustou com a pergunta...mas o melhor é pensar suavemente como a vida e a morte estão interligadas...um dia nascemos e no outro morremos, assim sem mais. Porquê ficar tão surpeendido com a pergunta?

Eu penso nisso todos os dias e agora mais do que nunca...

E se as pessoas pensassem mais nisso naturalmente a sua vida seria muito mais rica e mais verdadeira porque ao ter presente o efémero que é a vida no sentido em que nada é garantido, relativizariamos as coisas triviais e dariamos mais importância às coisas importantes, pensariamos menos no futuro e viveriamos mais no presente; de certeza que estariamos muito mais perto do nosso coração do que da nossa mente...


"Às vezes precisamos nos sacudir e nos perguntar de fato: "E se eu morrer esta noite, o que vai ser?" Nunca sabemos se vamos acordar no dia seguinte, ou onde. Se você expira e não pode voltar a inspirar, está morto. É mesmo simples assim. Como diz um ditado tibetano: "Amanhã ou a próxima vida — o que vem primeiro, nunca se sabe."

É importante refletir com calma, muitas e muitas vezes, que a morte é real, e chega sem aviso. Não faça como o pombo do provérbio tibetano, que passa toda a noite fazendo barulho, preparando sua cama, e a madrugada o surpreende antes que possa dormir. Como um importante mestre do século XII, Dragpa Gyaltsen, dizia: "Os seres humanos gastam toda a sua vida se preparando, se preparando, se preparando... para afinal chegarem a uma outra vida despreparados."

Levar a vida a sério não quer dizer passar a vida inteira meditando, como se vivêssemos nas montanhas do Himalaia ou nos velhos dias do Tibet. No mundo moderno, temos que trabalhar e ganhar nosso pão, mas não nos devemos enredar em uma existência das-oito-às-seis onde vivemos sem noção do significado mais profundo da vida. Nossa tarefa é chegar a um equilíbrio, encontrar um caminho do meio, aprender a não nos estendermos além do possível em atividades e preocupações irrelevantes, e simplificar mais e mais nossas vidas. A chave para encontrar um equilíbrio feliz na vida moderna é a simplicidade."

Sogyal Rinpoche. O livro tibetano do viver e do morrer

VEJA MAIS EM: PISTAS DO CAMINHO http://pistasdocaminho.blogspot.com/

E APROVEITE PARA VER OS VIDEOS...

Sem comentários: