O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

quarta-feira, outubro 11, 2006

PROBLEMA GRAVE?

ONU: Uma em três mulheres vive violência
pelo menos uma vez


Uma em cada três mulheres é vítima de violência pelo menos uma vez na vida, de acordo com um relatório das Nações Unidas hoje publicado e que levou a organização a declarar este fenómeno um flagelo mundial.
Tudo indica que a violência sobre as mulheres é um problema grave que se alastra por todo o mundo», revela o documento.

«Os inquéritos realizados em 71 países indicam que uma proporção importante de mulheres são vítimas de violências físicas, psicológicas ou sexuais«, diz ainda, acrescentando que a forma mais frequente é a violência física infligida pelo parceiro sexual, estimando a ONU que, em média, uma em cada três mulheres sofre deste problema.

O relatório indica ainda que a morte de mulheres é muitas vezes marcada pela violência sexual.

Entre 40 a 70% das mulheres mortas na Austrália, Canadá, Israel, África do Sul e Estados Unidos foram assassinadas pelo marido ou companheiro.

Na Colômbia, em média, todas as semanas uma mulher é morta pelo marido ou ex-marido.

Centenas de mulheres foram raptadas, violadas e assassinadas na cidade de Juarez, no norte do México.

O relatório faz igualmente referência às mutilações genitais suportadas por 130 milhões de raparigas em todo o mundo, principalmente no continente Africano, em alguns países do Médio Oriente e em algumas comunidades imigrantes.

A violência sobre as mulheres no decorrer dos conflitos armados tem quase sempre um carácter sexual e as Nações Unidas estimam que durante o genocídio no Ruanda, em 1994, entre 250 e 500 mil mulheres tenham sido violadas e entre 20 e 50 mil outras mulheres tenham sofrido a mesma sorte durante o conflito na Bósnia, no inicio de 1990.


Diário Digital / Lusa

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