sábado, abril 29, 2006

"MÃE NATUREZA"...



...Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...


FERNANDO PESSOA

(foto de A. Brito)
É O POETA UM "HISTÉRICO"?

- É o fundo traço de histeria que existe em mim. Não sei se sou simplesmente histérico, se sou, mais propriamente, um histero-neurastênico. Seja como for, a vossa origem mental está na minha tendência orgânica e constante para a despersonalização e para a simulação.


Se eu fosse mulher - na mulher os fenómenos histéricos rompem em ataques e coisas parecidas - cada poema do Álvaro de Campos (o mais histérico de mim) seria um alarme para a vizinhança. Mas sou homem - e nos homens a histeria assume principalmente aspectos mentais; assim tudo acaba em silêncio e poesia…


fernando pessoa


“As mulheres por vezes ficam histéricas e fazem e dizem as coisas mais estranhas. Mas esta observação vai dar a volta e morder a própria cauda: talvez a verdade da vida e do viver resida nas estranhas coisas que as mulheres fazem e dizem quando estão histéricas”


in “ As Duas Vozes”- de William Golding

O RISCO DE MORTE QUE CORRREM AS MULHERES
"POSSUIDAS" DE SI PRÓPRIAS NO MUNDO PATRIARCAL..


Sábado, 29 de abril de 2006, 05h13

Libanês mata sua mulher
tentando espantar os maus espíritos


Um homem espancou a sua mulher até a morte, com a ajuda de dois irmãos dela, porque achou que ela estava possuída por "djinns" (espíritos malignos), no sul do Líbano, segundo informou em sua edição de hoje o jornal "Al Mustaqbal".

Segundo o jornal, o marido recorreu a feiticeiros para tentar entender qual era o problema da sua mulher. O conselho recebido foi de bater nela com força, para tirar do seu corpo os maus espíritos.

O homem, com a ajuda de dois cunhados, bateu na mulher até provocar a sua morte, acrescentou a fonte. Os vizinhos avisaram a Polícia libanesa, que deteve os três.
Eles confessaram o crime e se justificaram alegando que a mulher estava "possuída".

««««««««««««

"É ridículo saber que em pleno século 21 as mulheres ainda sejam vítimas desse tipo de violência que pune as que não se enquadram em um padrão de comportamento e por isso são julgadas e condenadas à morte por homens temerosos covardes. E o pior é que não serão punidos, pois nesses países a mulher não tem direito algum.
Um abraço fraterno, Igaci"


obrigada pela notícia Igaci!

O mon coeur de ma mère…tu es le Ka de mes transformations… Isha S.L.


A evolução da forma

Toda forma que vês
tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
Se a forma esvanece, não importa,
permanece o original.

As belas figuras que viste,
as sábias palavras que escutaste,
não te entristeças se pereceram.

Enquanto a fonte é abundante,
o rio dá água sem cessar.
Por que te lamentas se nenhum dos
dois se detém?

A alma é a fonte,
e as coisas criadas, os rios.
Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
Tira da cabeça todo o pesar
e sorve aos borbotões a água deste rio.
Que a água não seca, ela não tem fim.

Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti,
para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser isto segredo para ti?

Finalmente foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo; um punhado de pó
vê quão perfeito se tornou!

Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.

Passa de novo pela vida angelical,
entra naquele oceano,
e que tua gota se torne o mar,
cem vezes maior que o Mar de Oman.

Abandona este filho que chamas corpo
e diz sempre Um; com toda a alma.
Se teu corpo envelhece, que importa?
Ainda é fresca tua alma.


rumi
MEMÓRIAS...

Dói-me o coração.
Uma tristeza enorme envolve-o por dentro e por fora.


Era o suspense de que Ela vinha e trazia flores.
Sorrindo como nos sonhos, vestia um vestido vermelho de fantasia,
ou um manto longo ás cores, faiscante…
Parecia a Fada que eu esperava quando criança.
Subitamente transformava-se na madrasta
que nos ameaça matar…



Queria um poema que não existe,
aquele que nunca foi escrito, aquilo que nunca se disse…
A Palavra pura, a que cura e mata de amor…

sexta-feira, abril 28, 2006

Ah! Os Anjos...
Fala-se deles há milénios...




No círculo branco ele surge de repente, agitando uma bandeira em cada mão. Sua face oculta pelo capacete negro. Só, naquela luz brilhante da manhã. Surge e logo desaparece. Do fundo do negrume. Mas num tal júbilo. Como uma resposta. Que diz - “é assim”.
E depois, de tarde, na cidade a música que sobe da rua até cá a cima ao quarto. Repetindo, em confirmação.
Mas o fundo dos fundos, que foi mostrado de relance.
Como um dom. A mão estende ao fundo do poço, vigilante. E piedosíssima. Naquela pungente alegria; sinal secreto da sua verdade. Que diz – oculto, mas no fim, está o amor, semente do mundo. O coração eterno. Do mundo. Dos mundos.
Crescendo, em espirais…espirais sem fim.

(20-X-1964)

In AFORÇA DO MUNDO
Dalila L. Pereira da Costa
São de Síruos os gatos...
Disse-me uma gata de lá, lendo-lhe a doçura nos olhos...



«A civilização faraónica conferiu à mulher do Antigo Egipto um estatuto excepcional, que as sociedades modernas nem sempre conseguiram igualar. Em todos os domínios, do espiritual ao material, a mulher era considerada igual ao homem. Tinha a liberdade de se casar com o homem que escolhesse, de se divorciar com direito a uma pensão, de legar e de herdar. Podia ser chefe de empresa, especialista em finanças, proprietária de terras, administradora de bens ou consagrar-se aos mistérios divinos nos templos e santuários. (...)

As Egípcias são um retrato fascinante e surpreendente de uma das sociedades que mais apelam ao imaginário do nosso mundo moderno»


Excerto do Livro de Christian Jacq
Relido (e copiado) de http://www.azimutes.blogspot.com/

A Civilização faraónica não "conferiu" à mulher um estatuto excepcional que ela por condição não o tivesse já ou, como nós poderiamos achar hoje em dia, a título de favor, uma espécie de paridade política, mas respeitou apenas e correspondeu à necessidade de Equilíbrio dos dois princípios, feminino e masculino, que os egípsios sabiam ser a condição indespensável de equilíbrio humano e social, de amor e paz...E enquanto a Mulher esteve no papel que lhe correspondia naturalmente e na própria representação das suas deusas, O Egitpo foi uma civilizão diferente e pacífica porque sábia. E sem dúvida que esse facto se devia à harmonia e integração das forças opostas e complementares do princípio feminino e masculino. Os egipsios tiveram a maitrise do Ser através de Maat a Deusa da Justiça e da Verdade que pesava o coração dos mortes... Quando as influências patriarcaise bárbaras chegaram, começaram a minar até à destruição essa estrutura sagrada que fez do Egipto talvez a civilização mais evoluída do Planeta. A partir dessa altura como em geral por toda a terra nessa época, esse estatuto e dignidade foi-lhes confiscado e as mulheres começam a ser meros objectos de prazer, procriadoras, concubinas ou escravas .
R.L.P.

quinta-feira, abril 27, 2006



O Templo de Ártemis (na Turquia), considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Foi o maior templo do mundo antigo, e durante muito tempo o mais significante feito da civilização grega e da cultura helenística, construído a Ártemis, deusa grega da caça e protetora dos animais selvagens ” que se tornou o porto mais rico da Ásia Menor.
Este templo foi incendiado por um louco no dia em que Alexandre o Grande nasceu e já no seu domínio mandado reconstruir por ele até que no tempo de Nero este começa por pilhar os seus tesouros para alimentar a sua loucura sendo depois saqueado pelos Goths (253-268) e definitivamente destruído cerca do ano 339, como quase todos os templos pagãos, nos reinos dos imperadores Arcadius e Honorius. O templo foi transformado numa pilha de pedras que foram mais tarde usadas na construção de várias igrejas, das quais, no mínimo em parte, a de Saint-Sophie de Constantinopla.
O Mundial de Futebol na Alemanha promete:
Futebol, cerveja e sexo…


“As pessoas vêem este mundial como fonte de lucros e como a santa aliança entre sexo, cerveja e futebol. O casamento do senhor futebol e da senhora prostituição é uma valsa de milhões”, disse o dep. J. M.Botta – in Público

ARTÉMIS – Bordel de Luxo em Berlim

Em nome de Artémis uma cadeia de bordéis cuja expanção se quer igual ao McDonalds quer difundir a Indústria do sexo e sem dúvida para isso que conta com as milhares de mulheres e meninas exploradas e usadas pelas Máfias de Leste e do mundo inteiro para esse fim…
Ficam assim unidos os dois pólos de maior alienação do ser humano – jogadores de futebol, mercenários e escravos de circo romano, iguais a prostitutas exploradas e vendidas pelas máfias - nesta actualidade grotesca em que imperam os delírios brutais constituintes de uma nova barbárie que ameaça o mundo inteiro. Esta é toda uma realidade que me repugna, mas a par disso repugna-me a profanação do nome da Deusa Artémis.



“Deusa da caça e da serena luz, Artemis é a mais pura e casta das deusas e, como tal, foi ao longo dos tempos uma fonte inesgotável da inspiração dos artistas.” (…)
“ Tinha por costume banhar-se nas águas das fontes cristalinas; numa das vezes, tendo sido surpreendida pelo caçador Acteon que, ocasionalmente, para ali se dirigiu para saciar a sede, transformou-o em veado e fê-lo vítima da voracidade da própria matilha.”

Espero e desejo que a Deusa Artémis possa de novo fazer justiça e devorar com a sua matilha os que profanarem o seu nome e o seu templo…
Espero e desejo que todas as mulheres de espírito livre e dignas da herança energética da Deusa possam rebelar-se contra a profanação do seu corpo, único templo vivo da Deusa nesta terra.

Ártemis era a Deusa grega protetora das mulheres, assim como dos animais, de qualquer fêmea grávida ou em trabalho de parto e símbolo da sua liberdade, sendo a "virgem" não porque intocada pelo homem, mas por ser senhora da sua vida e livre como o eram todas as Virgens de outrora, incluindo a Virgem Maria que foi mãe "solteira" - isto é, não se submetia a nenhum homem, mas a si mesma e à deusa de que Cristo nasceu.
Podemos invocar Ártemis se precisarmos da sua proteção e também a da terra e da Natureza, como podemos usar o seu nome para evocar a verdadeira natureza da mulher e o seu culto "pagão" que foi deturpado pela religião cristã.

Ártemis, na sua representação mítica, ocupa-se apenas de um espaço exclusivamente dedicado às mulheres. Seguindo esta senda de origem sagrada, as mulheres que sentem essa necessidade e só aceitam outras mulheres nas suas cerimônias religiosas designam-se em geral e a si próprias como Diânicas, segundo a deusa romana Diana, que era um outro nome de Ártemis - Artemísia (em português), dado mais tarde pelos romanos.

Hoje em dia, as mulheres de espírito "ártemis" defendem que as mulheres são de tal modo agredidas pela sociedade falocrática que precisam de espaços exclusivos para as mulheres para desse modo poderem ter voz e assim recuperar emocional e espiritualmente ao reencontrarem a sua identidade em contacto com o seu ser profundo. (…)

Rosa Leonor Pedro

quarta-feira, abril 26, 2006


«Desde o alto céu, até às profundezas ctónicas, desde o princípio mundial masculino activo, criador, Sol, até ao princípio feminino, passivo, Gaia, ou útero primordial, tudo se unirá e fecundará entre si e se revelará" Dalila P.da Costa
QUEM SIMPATIZA PÁRA…

O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade. A qualidade principal na prática da vida é aquela qualidade que conduz à acção, isto é, a vontade. Ora há duas coisas que estorvam a acção - a sensibilidade e o pensamento analítico, que não é, afinal, mais que o pensamento com sensibilidade. Toda a acção é, por sua natureza, a projecção da personalidade sobre o mundo externo, e como o mundo externo é em grande e principal parte composto por entes humanos, segue que essa projecção da personalidade é essencialmente o atravessarmo-nos no caminho alhieo, o estorvar, ferir e esmagar os outros, conforme o nosso modo de agir.

Para agir é, pois, preciso que nos não figuremos com facilidade as personalidades alheias, as suas dores e alegrias. Quem simpatiza pára. O homem de acção considera o mundo externo como composto exclusivamente de matéria inerte - ou inerte em si mesma, como uma pedra sobre que passa ou que afasta do caminho; ou inerte como um ente humano que, porque não lhe pôde resistir, tanto faz que fosse homem como pedra, pois, como à pedra, ou se afastou ou se passou por cima.

Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego'

NÃO SE ASSUSTE COM AS PALAVRAS...

Sempre me assusto quando vejo as minhas palavras publicadas, não faz mal, mas acho que o que eu penso não tem interesse para as pessoas e o seu blog é muito visto... estou falando só pra vc e de repente me sinto exposta a outras pessoas... é estranho pra mim... Talvez um dia quando eu tiver algo de bom para falar... talvez... eu só queria ser solidária no desassossego de um grito solitário, que estava sendo reprimido, talvez... mas o problema é que eu não sei falar (escrever) ou sei pouco: sou como uma torneira descontrolada, ou como numa cheia, começa a pingar e desata a correr a água... é que eu sou assim mesmo... um bicho estranho, que muda com a lua e com as minhas próprias fases...
Muito sucesso pra ti... beijinhos...


Juliana | 26-04-2006 07:10:31


Querida Juliana:

Só importam as nossas palavras quando somos capazes de escrever só para nós e não para os outros...Só quando somos capazes de dizer aquilo que ninguém ousa dizer é que vale a pena escrever e não importa se sabemos muito ou pouco, interessa o quão verdadeiras somos; o resto pouco importa. Publico as suas palavras pela sua sinceridade e autenticidade e é a isso só que dou valor. Muito obrigada por mas confiar e não receie nunca o julgamento dos outros pois os outros são sempre nós mesmos do avesso...só nos olham para julgar e raramente amar ou perdoar...
E não vai vir um dia para falar e dizer as coisas certas porque elas não existem no futuro, elas são o que são agora e é agora que precisamos de as dizes. Já ninguém sabe o que é bom ou mau e portanto só o seu coração é seu juiz…não deixe a sua mente racional impedir esse fluxo natural em si. Deixe-o jorrar para fora porque liberta o que de melhor existe em si mesmo que julgue que não está a dizer nada de “válido” segundo os padrões…e obrigada pela sua solidariedade!


Quanto à sua mudança também é própria de quem sente e não de quem só tem ideias e julga que é apenas o que pensa ser. Engano, minha amiga...A vida humana é um jogo de espelhos e todos somos exactamente o mesmo só que vistos de ângulos diferentes, como o caledoscópio...enganamo-nos quando pensamos que uns brilham mais do que os outros só porque estão ainda na Sombra…

Quanto a esse "bicho estranho" que você sente dentro de si é a Mulher que corre com a lua, a água, os lobos e é livre como vento. Seja fiel a isso que a Deusa não a deixará...
VOCÊ TEM EM SI A MULHER SÁBIA, NÃO ESQUEÇA...CONFIE NELA, NA NOSSA MÃE TERRA..

Rosa leonor

terça-feira, abril 25, 2006

Há no coração da Terra Mãe um cristal puro
que limpa todas as feridas a quem o tocar uma só vez que seja...



Num momento de turbulência como este, é natural que eu me sinta acuada, atacada sem saber direito por quem, ou porquê, não bastasse todos os nossos problemazinhos de todo dia, vem agora "um oriente" nos declarar guerra - atacar para defender - sem esse reflexo morreriamos. Se calhar, em situaçoes mais confortáveis poderiamos respirar fundo e emitir boas energias, para o comum dos mortais que não pode espairecer no fim de semana e começa a segunda feira num comboio lotado de pessoas deseperadas, que nem de longe emanam nada das energias cósmicas do universo(talvez restrito a boas carteiras)...
Estou revoltada também, quero gritar a minha alma sombria, porque vendo de perto as injustiças deste sistema todos so dias, e não apenas pelo telejornal:
Não posso me calar, se a palavra é a única arma que tenho. Quero gritar, e não me censurem! As pessoas dizem que as aguas que invadem as margens numa cheia são violentas e arrastam as casas destruindo vidas, mas esquecem-se de quão violentas são as margens que as oprimem ...

Juliana | Email | 24-04-2006 14:22:55
Algum dia voltarei à ideia de que as ideias são uma doença.
Camilo José Cela

ROSAS EM ABRIL...



Juliana:

Compreendo o seu grito...a nossa luta interior com os limites que nos parecem impostos, mas é como se as cercas que nos rodeiam fossem feitas para darmos saltos ou voar acima delas...Leva muito tempo na vida a perceber que temos asas invisíveis...

Hoje, em Portugal, comemora-se o 25 de Abril...é verdade e indiscutível que houve uma liberdade fundamental que foi instaurada, esta a de podermos dizer bem alto o que nos vai na alma e no coração, mas de resto, a ignorância é tanta assim como o egoísmo e a mentira...Os Governos continuam cegos e as ideias são só ideias. Não há revoluções que nos façam a nós melhores senão o trabalho permanente ao nível da nossa consciência interior para vencermos o "inimigo" que é sempre a nossa Sombra que não integramos...
Se o Mundo está mal é porque os seres humanos há milénios olham uns para os outros como culpados ou inimigos - entre o deus e o diabo que inventaram - e afinal não vêm que é cada ser humano que tem de evoluir em si mesmo e não a sociedade, coisa abstracta...
Claro eu sei a fome e as injustiças, as desigualdades, mas olhe, os ideais que fizeram mais sangue, criaram mais monstros do que seres livres...é de Leste que vêm as Mafias e onde se explora e viola mais as mulheres...

Muitos beijinhos para si e para o Teo...

Você pode ser a Mãe que o salva a ele do erro dos outros homens ao ensinar-lhe que o céu e o inferno estão dentro dele e é só ele que tem de fazer a sua escolha, mas antes tem de ser você mesma a realizá-lo para poder ser o exemplo vivo de paz e harmonia que tanto anseia para o mundo!


Ri-se a minha bruxa dentro de mim quando me olho ao espelho
e me pergunto o que faço eu aqui...

E o seu riso escarninho torna-se de súbito um cântico telúrico
nas vozes de milhares de mulheres que entrelaçando as mãos como raízes,
tecem os fundamentos da nossa Terra Mãe...


««««««««««««

Ó minha Mãe Terra...a nobreza de uma só árvore erguida para o céu
Ainda que prisioneira entre o betão o cimento e a pedra
Faz-me chorar pela imensa humildade que me espelha...
Assim possa viver eu, criatura urbana, presa às raízes do teu Ser amante.


R.L.P.

segunda-feira, abril 24, 2006

HÁ A POLUIÇÃO SONORA E VISUAL, MENTAL,
TAL COMO A POLUIÇÃO GERAL DA TERRA E DO CÉU...



Há um silêncio percursor e inaudível, que acompanha os dias que correm: silêncio carregado, que não escutamos, por detrás da vertigem sonora, como o anúncio do coro trágico que visiona tempestades.
(...)

O acréscimo cerrado de produção ruidosa, constitui a nova persona da techné (“elle portait l’abime par vêtement…”), equipada com pesada ornamentação, feita de circuitos diagramáticos, sequenciais, blue prints.

O que nenhuma teoria sistémica localiza são os verdadeiros centros dos novos (ou antigos…) poderes que reinam no mundo, invisíveis e determinados na orquestração da complexidade do caos; apenas a sua máscara emerge disseminada pelo mapa de múltiplas realidades sistémicas, que se vigiam e controlam reciprocamente, an-hierarquicamente descentradas, na abominação de um silêncio que as revele.
As tecnologias de comunicação actuais exercem um controlo remoto sobre qualquer pretensão de compreensão acerca da sua realidade e o mais eficaz instrumento é a produção vertiginosa de diversas formas de complexificação de ruído. Mas os grafittis inscritos na carne das cidades falam dos padrões de destruição que agem sobre o mundo.

Carla Salgado
OS CAVALOS DE CIRCO...

A Propósito dos Tops e dos Blogs Nacionais…

…um grito no deserto…
…não merece a pena que nos deixemos invadir pela tristeza.

C. J. Cela



“Não há escritor mais comprometido do que aquele que jura fidelidade a si mesmo, que aquele que se compromete consigo mesmo. A fidelidade aos outros, se não coincide, uma moeda com a outra, com a violenta e própria fidelidade ao que dita a nossa consciência, não é manha de maior respeito do que a disciplina - ou os reflexos condicionados - do cavalo de circo.”

Camilo José Cenha


DEDICADO A TODOS OS BLOGUES QUE POR MANTEREM UMA LINHA SINGULAR E À MARGEM DAS LISONJAS E QUEJANDAS MANINGÂNCIAS DO PANORAMA POLÍQUEIRO CITADINO, SÃO RELEGADOS PARA A SUA LUZ PRÓPRIA...

sábado, abril 22, 2006

Porque amanhã é domingo?




HÁ UMA GRANDE BELEZA NO MUNDO,
MAS A PAR DISSO
HÁ TAMBÉM O GRANDE HORROR QUE OS HOMENS CRIARAM...
A GUERRA, A ESCRAVIDÃO AINDA,
A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE MULHERES,
A FOME A DOENÇA
E UMA MISÉRIA CADA VEZ MAIOR...

EXISTE A NATUREZA E TODA A SUA GRANDEZA,
O NASCER E O POR DO SOL, A POESIA E O AMOR...
MAS EXISTE AINDA A VIOLÊNCIA,
A VIOLAÇÃO DAS MULHERES,
O ABUSO DE MENORES.

FICO DIVIDIDA ENTRE A BELEZA DE UM TEXTO
OU POEMA,
UMA PEÇA DE MÚSICA, UMA PINTURA, UMA FLOR...
MAS OS HORRORES QUE VEJO
SÃO TESTEMUNHOS DA GRANDE MISÉRIA DO MUNDO
E A IGNORÂNCIA HUMANA...

FICO SEM SABER A QUE DAR PRIORIDADE...
SE A DENUNCIAR A MALDADE GRATUITA DOS HOMENS,
SE ELEGER UMA PAISAGEM SERENA
OU UM POEMA DE ENCANTAR...

...OU SE SIMPLESMENTE OPTE POR MEDITAR...

(SERÁ ESSA UMA FORMA DE ESQUECER OU ME ELEVAR?)

r.l.p.
foto de menina do luar
"A doutrina dos olhos é para a multidão; a doutrina do coração para os eleitos." A VOZ DO SILÊNCIO - M.B.




"Em cada coração há uma
janela para outros corações.
Eles não estão separados,
como dois corpos.
Mas, assim como duas lâmpadas
que não estão juntas,
Sua luz se une num só feixe."


(Jalaluddin Rumi)





Esfinge

Nasci muitas vidas antes de Cristo,
Antes mesmo de Rama, Buda, ou Maomé .
Vivi em Atlântida e Mu, muito antes da Queda.
Conheci os egípcios, vivi nos seus Templos antigos,
fui iniciada nos Grandes Mistérios,
antes mesmo das Pirâmides de Gizé.

Viajava no Nilo entre as duas terras, era fiel a Hapi e a Ptah.
Lia nas estrelas a glória de Nout e cantava nas festas a Hathor!
Ah! Era dourada a sua imagem e como os teus
os seus olhos brilhavam doces na alvorada...

Outras vezes íamos ver Shekmit, evocar a deusa Bastit,
a quem me ensinavas a amar nas noites de luar.
E como a gata do templo, tu dançavas e esvoaçando as tuas vestes
deixavas antever o teu corpo nu de estátua.
E eu extasiada pela tua visão, não sabia se eras tu
ou a própria deusa incarnada quem para mim dançava.
Nesse tempo era feliz !
Amava a vida e a terra ainda era sagrada.

R.L.P.

sexta-feira, abril 21, 2006

IMAGINEMOS UM MUNDO VERDADEIRO DE AMOR E PAZ...
(SERÁ QUE AINDA CONSEGUIMOS ACREDITAR?...)

Imagine uma geração de homens e mulheres nascendo sem a noção de pecado, totalmente livres e verdadeiramente imaculados, sem culpa...
Gente que nasce assim não pode ser dominada, castrada, manipulada! Fabricaram a culpa para melhor nos manterem calados, subservientes e eternamente com medo de sermos o que nascemos para ser...

Eu tenho um sonho: ver o mundo livre do medo, do medo que gera a depressão, o preconceito, a raiva, o ódio e a intolerância.

Um abraço fraterno, Igaci.


i.b.v.b. | 20-04-2006 18:14:41

MUITO OBRIGADA IGACI PELAS SUAS PALAVRAS...
“A idade é a medida de valor de uma mulher.”

(Só o corpo e o sexo da mulher têm "valor" na sociedade patriarcal.)

“As mulheres têm sido alvos de uma das mais sofisticadas e insidiosas conspirações. Milhares de anos de história têm sido reescritos com o objectivo de apagar da memória colectiva o facto de os homens nem sempre terem ocupado os lugares de chefia.
A evidência arquológica defende a existência de um periodo de vinte mil anos de história durante o qual homens e mulheres viviam em igualdade, sem o domínio de nenhum sexo sobre o outro. A terra prosperava.
As tão apregoadas características femininas da compaixão, educação e não violência eram partilhadas por homens , mulheres e pelos elementos fundamentais da estrutura social.
As mulheres eram veneradas como sacerdotisas e curandeiras. As nossas forças intuitivas não eram desprezadas e mas respeitadas. A nossa maneira de ser espontânea de pensar e de sentir era vista como uma harmonia criativa, e não como “coisas de mulheres”. Os nossos companheiros e amantes, os nossos filhos e amigos, consideravam-nos sacerdotisas naturais. O nosso poder conciliador era fruto da nossa ligação compassiva com o espírito e com a terra. Mas desviámo-nos do nosso rumo e a Deusa ocultou-se.”


Mulheres:“Não esperem que o mundo vos ampare ou reconheça a vossa identidade enquanto mulheres. O mundo despreza-vos.”

Mas a Deusa adora-vos...
por isso acordai a Deusa dentro do vosso ser.


“A Deusa desperta dentro de nós, antes de despertar para o mundo. Devemos tomar consciência da sua existência. Devemos honrá-la, adorá-la, venerá-la, seja qual for o nome que lhe damos. Se o não fizermos estamos a ofender-nos a nós própria. Ela é a nossa essência deminina. Ela é o poder feminino e a glória espiritual que existe em todas as mulheres e homens.”

Não deixemos pois que o Estado e os políticos, a Igreja e os seus Bispos e os padres façam da nossa essência um culto distante do nosso ser condenando-nos ao altar ou ao prostíbulo ou à rua! Sejamos uma só mulher, nem santa nem prostituta, mas o que somos desde sempre, as três deusas em uma: Mãe e Amante e Sábia.

Sejamos a mulher inteira que não renega nenhuma parte de si mesma e que tem todo o direito de expressar o seu ser em liberdade na face que entender e ser responsável das suas acções sem que tenha necessidade da tutela masculina.

Não esqueçam! Somos nós as Mães quem primeiro tem os filhos ao colo e os amamenta e educa...e no entanto...porque é que "os filhas da mãe" se sentem tão diminuidos por isso ou por serem "filhos da p…" quando eles é que a criaram? E se são suas "vítimas", as primeiras vítimas foram as mulheres dos "filhos do pai, os "filhos de algo" (os fidalgos...) que condenaram as mulheres e ainda hoje lhe atribuem esse estatuto ou as matam e violentam quando não obedecemos às suas leis?
R.L.P.
(Texto entre aspas, excertos do livro: O VALOR DE UMA MULHER de M.W.)
REPUBLICANDO...

quinta-feira, abril 20, 2006

Só escolhemos uma vez. Escolhemos ser guerreiros ou gente comum. Não existe uma segunda oportunidade de escolha. Não nesta Terra.

Todos podemos ver, contudo optamos por não nos lembrarmos do que vemos.


THE SECOND RING OF POWER


O guerreiro relaxa-se e entrega-se ao abandono; nada teme. Só assim os poderes que guiam os seres humanos podem abrir o caminho para o guerreiro e ajudá-lo. Só então.

THE EAGLE’S GIFT

CARLOS CASTANEDA
SER "PASSAGEM, PORTA VIVA, CHAKRA"...

(...)
"Estamos num tempo, em que aquele que foi enviado, que DESPERTE! Não no sentido filosófico do termo... não para uma realização intelectual ou humana... mas para a Consciência de que Ele É um túnel, uma fibra óptica entre esferas, através da qual o Espírito desce a esta dimensão. Que desperte, para a consciência de que ELE É um portador de um antiveneno, de uma nova equação, de um antídoto... O servidor sabe que ele é um portador, um vaso, um veio entre dimensões. O problema deste ser é tornar-se PASSAGEM, PORTA VIVA, CHAKRA entre dimensões.

Quando se diz que a autorização foi dada, isso significa que quando tu vives inteiro, tu recebes a protecção inteira. Quando tu vives fragmentado, tu recebes um fragmento de protecção...

A ligação directa à fonte de energia, que te sustenta hoje, é mais importante do que a preocupação com adaptação ao meio ambiente, do que a preocupação com o circulo em torno de nós... O servidor está convidado a despir o sobretudo adaptativo no que diz respeito a hábitos, a sentimentos, a protocolos de meias verdades...

Estamos numa etapa de Transição entre Consciências...

A Matriz de Controle deste planeta é mantida por Magos Negros da Atlântida, e funciona através de corpos subtis... Ela é consciente, planificada para produzir angústia, medo, tristeza... A Matriz de Controle é um campo invisível que é compreensível através da estrutura do cubo, e que tem o seu quartel-general no plano mental terrestre, a partir do qual eles estabilizam todos os teus condicionamentos, a partir do qual tu és sacrificado com rotinas e subrotinas... e o dia chega ao fim e a verdade do teu ser não teve oportunidade de se transmitir. Ela actua sobre os neurónios, sobre a substância cerebral, sobre a nossa bioquímica...
Todo este jogo de forças termina em 2008. E, à medida que essa matriz, que impede o coração de SER, que faz com que o Amor seja considerado uma virtude/qualidade, que faz com que a Pureza seja considerada uma virtude/qualidade... à medida que essa matriz vai sendo desactivada, o seu domínio sobre o servidor encarnado vai acabando.

Um ser percebe que a matriz de controle se está a romper, que está a ser desactivada, porque ele sente-se perdido, desestruturado, desorientado, em crise...

Nós não existimos para a "coisa social", para ter dor, para ter prazer, para ter tristeza para ter euforia... Nós existimos para o Milagre Cósmico, para Glorificar, Brilhar... Vocês são Anjos físicos... E cumpre a estes Anjos físicos abrirem as asas e assumirem a Sua Realidade Profunda... de contrário, a humanidade sufoca...

Essa rede de Luz/Fogo, que liberta todos os servidores, está a ficar presente... e as redes de serviço estão numa fase de Revelação..."

(...)

EXCERTO DE CONF. DE ANDRÉ LOURO

quarta-feira, abril 19, 2006

NÃO TENHAS MEDO DO AMOR...



Não tenhas medo do amor. Pousa a tua mão
devagar sobre o peito da terra e sente respirar
no seu seio os nomes das coisas que ali estão a
crescer: o linho e genciana; as ervilhas-de-cheiro
e as campainhas azuis; a menta perfumada para
as infusões do verão e a teia de raízes de um
pequeno loureiro que se organiza como uma rede
de veias na confusão de um corpo. A vida nunca
foi só Inverno, nunca foi só bruma e desamparo.
Se bem que chova ainda, não te importes: pousa a
tua mão devagar sobre o teu peito e ouve o clamor
da tempestade que faz ruir os muros: explode no
teu coração um amor-perfeito, será doce o seu
pólen na corola de um beijo, não tenhas medo,
hão-de pedir-to quando chegar a primavera.


Maria do Rosário Pedreira




NÃO TENHAS MEDO DA MORTE...


Por que me falas nesse idioma? perguntei-lhe, sonhando.
Em qualquer língua se entende essa palavra.
Sem qualquer língua.
O sangue sabe-o.
Uma inteligência esparsa aprende
esse convite inadiável.
Búzios somos, moendo a vida
inteira essa música incessante.
Morte, morte.
Levamos toda a vida morrendo em surdina.
No trabalho, no amor, acordados, em sonho.
A vida é a vigilância da morte,
até que o seu fogo veemente nos consuma
sem a consumir.


Cecília Meireles

terça-feira, abril 18, 2006



HÁ 500 ANOS COMO HOJE,
"SÓ NOS AGITAMOS"...


"Só nos agitamos e produzimos para esmagar seres ou o SER, rivais ou o Rival. Seja a que nível for, os espÍritos fazem-se guerra, comprazem-se e rojam-se no desafio: os prÓprios santos se invejam ou se excluem, como de resto os deuses, segundo mostram essas rixas perpÉtuas, flagelo de todos os Olimpos."(...)


in HISTÓRIA E UTOPIA
Emile Cioran
Há muita confusão em torno de quem pertence
a qual categoria sexual.


(...) “Na realidade actual, diante da desintegração dos antigos costumes, inúmeras pessoas se encontram num estado menos de fusão do que de confusão. Com o colapso dos modelos sexuais tradicionais, as pessoas ficaram livres para experiências; diversas vezes, porém, acabam se vendo em grandes dificuldades e buscam ajuda para sair do emaranhado labirinto do sexo e da alma. Muitas das que pretendem estar confortàvelmente instaladas nos papéis heterossexuais convencionais, na realidade não estão. Há muita confusão em torno de quem pertence a qual categoria sexual.
Uma das questões mais cruciais que qualquer nova teoria da sexualidade deve enfrentar são os rótulos geralmente aplicados à sexualidade – a heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade – e o significado relativo destes termos.
Apresento isso como uma única questão; e não como três questões distintas, porque na minha prática analítica é assim que ela, via de regra, aparece ainda que embrenhada em complicações. A maioria das pessoas está convencida de que “pertence” a uma destas três categorias, de que são de natureza heter. Homo. Ou bissex., E de que têm de aceitar o que são. Ou caso não consigam se aceitar como membros de uma categoria fixa, atribuem-se a tarefa de se modificarem para que possam se enquadrar numa delas.”
(...)

in “ANDROGINIA – RUMO A UMA NOVA TEORIA DA SEXUALIDADE” de June Singer (Cultrix)

segunda-feira, abril 17, 2006

“Era uma via de iniciação essencialmente silenciosa
que levava a um conhecimento do qual a expressão em palavras
não era nem necessária nem possível.”
K. (...)



Durante mais de dois mil anos os Mistérios Eleusianos foram a principal iniciação religiosa do mundo grego e não só. Não se tratava de uma crença nem de uma fé, mas de uma iniciação em que cada indivíduo que a vivesse podia aceder a outro nível de consciência e que por esse facto era transformado e não alienado como nas religiões actuais, em que o ser não faz mais do que crer e cegamente seguir um Dogma.

Nisso deferiam em essência e na forma os antigos Mistérios de Eleusis que abrangiam a Mãe e a Filha numa continuidade e não o Pai e o Filho como veio a acontecer na religião católica, que inverteu o princípio da Concepção original. Passando-a do plano terreno para o plano supostamente divino, apelando a um só Princípio, o masculino e denegrindo o acto de dar à luz tanto como o renascimento, quer espiritual quer físico, condicionando-o às regras da sua Igreja e condenando a mulher que fosse mãe fora das suas leis. Desse modo a Igreja retirou à Mulher e à Mãe o poder da concepção como acto maior, relegando ambas para o esquecimento e mais tarde condenando e perseguindo a mulher e o sexo como fonte do mal e que inicialmente era encarado como a força procriadora e a expressão vital da Natureza em comunhão com o Céu. Só tardiamente foi conferido à Virgem Maria o “dom” de conceber sem “mácula” porque por obra e graça do Espírito Santo.

rlp
A MÃE CONTÍNUA, AQUELA QUE DÁ VIDA À HUMANIDADE E NÃO APENAS A MÃE DE UM INDIVÍDUO ISOLADO, ESSA É A GRANDE DEUSA QUE INICIAVA TODOS OS SERES, HOMENS E MULHERES, AO CONHECIMENTO DESSE MILAGRE QUE É A CONCEPÇÃO DA CRIANÇA ETERNA COMO UM ACTO PRIMORDIAL E CÓSMICO PARA TODA A HUMANIDADE.

(...)“A ideia colectiva do nascimento, - de um início de vida, sempre em renovação - reúne mãe , filha e criança numa mesma unidade representativa. Neste caso, o sentido de nascimento não é o mesmo do princípio normal, no sentido em que o nascimento se dá uma vez , mas no sentido de um acontecimento contínuo, como uma série de nascimentos. Na identidade mãe e filha, encontra-se a perpétua parturiente, a mãe enquanto ser permanente, na forma e no destino no qual o místico penetrou. A criança é o sinal tangível que prova ser essa duração um nível super-individual: o sinal de continuação do renascimento perpétuo do ser e dos seus descendentes.

Depois do Hino Homérico a Deméter, os poetas falam dessa certeza que os místicos adquiriam em Eleusis.

Na única condição de não ser culpada de homicídio, qualquer pessoa que falasse grego, homem ou mulher, indistintamente, podia ser iniciado nos Mistérios de Eleusis. Os homens também se identificavam com a Deusa. Compreender isto é o primeiro passo para se compreender o que se passava em Eleusis. Existem documentos históricos que demonstram que o iniciado se considerava deusa e não deus: (...) é preciso acrescentar outros testemunhos que mostram que, no quadro religiosos de Deméter, os homens “encarnavam” (viviam) o corpo da deusa.”

K. e C.Yung
««««««««««««««««

Isso significava que os homens “vestiam a pele” e a roupa da deusa se “travestiando” e inclusive usando, mais tarde as vestes das sacerdotisas de que Jean Markale fala no seu livro A Mulher Celta, quando diz que os padres usam nos rituais da missa essas mesmas vestes e paramentos que os iniciados/as usavam quando da Revelação dos Mistérios. Posteriormente, nessa linha e noutros cultos da Deusa, muitos homens se chegavam a castrar para melhor se identificarem e servir a deusa...

Passando este discurso antigo para actualidade profana e onde não há sombra de iniciação ou consciência da sacralidade da deusa e do corpo da mulher, e tão pouco do valor de um homem, este, sem saber lidar com aspectos do ser em profundidade, ao nível da sua Anima, ao começar a dar-se conta do seu feminino interno e sendo desde criança forçado a esconder esse outro lado de si mesmo, é natural que numa cultura superficial e meramente sexual, sem dimensão da sacralidade ligada à Deusa, se acabe por travestiar de mulher ou queira ser mulher mudando de sexo (no fundo castrando-se) acabando por se sentir como mulher em corpo de homem, ou vice-versa, etc.. Ora isso acontece muito em parte porque o homem é educado a ser apenas macho e penalizado se tiver uma sensibilidade mais pacífica e portanto menos bélica e se for incapaz de usar a força bruta, e se ousar usar expressões do seu ser no feminino, sentir-se-a “logicamente” mais perto do outro sexo quando a questão não é propriamente de foro sexual, mas de dimensão ontológica. Não havendo uma realidade que englobe o ser e a sua ambivalência “sexual”, a sua leitura é feita de modo redutor e simplista. No entanto, o ser humano, através da iniciação, podia desenvolver a capacidade de se ligar à sua alma, unindo e conhecendo em si os dois princípios, masculino e feminino e assim ligar-se ao seu EU superior fazendo a união com o cosmos, e atingir a sua totalidade. Facto que as religiões dogmáticas e vazias de conteúdo, condenam pela sua aberrante programação de um mundo e de uma Génese que começa e acaba no pecado! Pecado que significa apenas o desvio desse Conhecimento da Origem que só a Mulher essência e a Deusa podem revelar ao homem e que a Igreja do Pai condenou, mantendo a humanidade na mais perfeita ignorância e atraso, desviando-a persistentemente da consciência do seu ser profundo, negando-lhe o acesso ao mais antigo dos mistérios e à sua revelação-iniciação que é poder nascer e morrer sem medo nem pecado.
R.L.P.

sábado, abril 15, 2006

BOA PÁSCOA COM A DEUSA EORESTE...

Eostre era a Grande Deusa Mãe saxônica da Alvorada, da Luz Crescente da Primavera e o Renascimento da Vegetação. Era conhecida pelos nomes: Ostare, Ostara, Ostern, Eostra, Eostur, Austron e Aysos.

Esta Deusa estava também associada a lebres, coelhos e ovos.
A Deusa Eostre pode relacionar-se com a Deusa Eros grega e a Deusa Aurora romana, ambas Deusas do Amanhecer, e com Ishtar e Astarte da Babilônia, ambas deusas do amor.


Segundo a Lenda, Eostre encontrou um pássaro ferido na neve. Para ajudar o animalzinho transformou-o em uma lebre, mas a transformação não processou-se completamente e o coelho permaneceu com a habilidade de colocar ovos. Como agradecimento por ter salvo sua vida, a lebre decorou os ovos e levou-os como presente para a Deusa Eostre. A Deusa maravilhou-se com a criatividade do presente e, quis então, compartilhar sua alegria com todas as crianças do mundo. Criou-se assim, a tradição de se ofertar ovos decorados na Páscoa, costume vigente em nossos dias atuais.
Os ovos são símbolos de fertilidade e vida. Uma tradição antiga dizia que se deveria pintar os ovos com símbolos equivalentes aos nossos desejos. Mas, sempre um dos ovos deveria ser enterrado, como presente para a Mãe Terra.
ROSA VOLPATO

VER EM: http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusaeostre.html

Eostre

Eostre ou Easter era, na mitologia germânica, a deusa da fertilidade e do renascimento. Lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade a ela associados.

De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês), que se misturou e foi absorvida pelas comemorações judaico-cristãs.
Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março.


Eostre, que significa “a Deusa da Aurora”.

É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento.
Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.
Posteriormente, a igreja católica acabou por associar sua Páscoa às festividades pagãs de Ostara e absorveu muitos de seus costumes, inclusive os ovos e coelhinho da Páscoa. Podemos perceber isso pelo próprio nome da Páscoa em inglês, Easter, muito semelhante a Eostre.

quinta-feira, abril 13, 2006

«Sou pagã e anarquista, como não poderia deixar de ser uma pantera que se preza...» Florbela Espanca




EU NÃO ACREDITAVA, MAS AFINAL É VERDADE...

"Novos pecados entram nas confissões dos católicos

Passar demasiado tempo a ler jornais, ver televisão ou a navegar na Internet pode ser considerado pecado com a obrigatoriedade de ser confessado. O Vaticano recupera, assim, um ritual do passado com uma lista de novos pecados, sinal dos novos tempos."


( 23:47 / 12 de Abril 06 )

NESTE MOMENTO EU E VOCÊ ESTAMOS EM PECADO...
A NOVA INQUISIÇÃO ESTÁ EM MARCHA!



SALVEM-NOS OS POETAS DESTA ABERRAÇÃO...

"Desde o meio do século dezoito que uma doença terrível baixou progressivamente sobre a civilização. Dezassete séculos de aspiração cristã constantemente iludida, cinco séculos de aspiração pagã perenemente postergada – o catolicismo que falira como cristismo, a renascença que falira como paganismo, a reforma que falira como fenómeno universal. O desastre de tudo quanto se sonhara, a vergonha, de tudo quanto se conseguira, a miséria de viver sem vida digna que' os outros pudessem ter connosco, e sem vida dos outros que pudéssemos dignamente ter.

Isto caiu nas almas e envenenou-as. O horror à acção, por ter de ser vil numa sociedade vil, inundou os espíritos. A actividade superior da alma adoeceu; só a actividade inferior, porque mais vitalizada, não decaiu; inerte a outra, assumiu a regência do mundo."

O Livro do Desassossego

(Composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa)


"A aprendizagem da realidade sem rosto é dolorosa, assusta (porque destrói o ego) mas é uma aprendizagem que se faz"


Ser "vidente", fazer-se "vidente" de todas as maneiras, para chegar a ser conhecedor de si mesmo, da "alma universal".

Na alma reside o mistério. E vale a pena pagar todos os preços, mesmo o do crime, mesmo o da loucura, para se chegar a ele. Desvendar o mistério é chegar ao "desconhecido", e poder contemplá-lo e exprimi-lo é a suprema realização. O além ("là-bas") é o verdadeiro domínio do poeta, e a formalização dos conteúdos desse além a sua verdadeira missão." (...)

Y.K:Centeno

(...)
"O amor, explica Aristófanes, é a força que recompõe a primitiva natureza andrógina, reunindo dois seres num só e curando a ferida de que sofrem. A antiga natureza humana era um todo que reflectia o modelo cósmico do par céu-terra (o céu e a terra dos quais a lua e o andrógino tiraram as suas qualidades), pois nos mitos de criação a bissexualidade divina é o fenómeno mais espalhado. Como obbserva Eliade, "a androginia divina não é senão uma fórmula arcaica da biunidade divina"

in LITERATURA E ALQUIMIA
Y.K.Centeno

Querida amiga: como sabes, não tenho o sentido de propriedade comum. Estamos todos ligados (a net é uma interessante replica desse facto) e eu só te posso agradecer que divulgues no teu muito visitado site um ou outro "pulsar" da ORDEMNASCENTE, para que mais gente a conheça.
Gostei da sinceridade da carta que publicaste, meio eivada de um desespero subterrâneo. A amiga a quem a escreveste entendeu o que querias dizer?
Aquele abraço Mariana


Mariana Inverno | Email | Homepage | 12-04-2006 20:33:00

Obrigada Mariana. Também assim o entendo, mas há sempre quem queira fazer sua alguma coisa... Apesar de ser polémica esta questão da posse, na "arte" vem a tal questão da ética e da propriedade privada, os direitos de autor, etc. dentro deste mundo do deus pai...Enquanto que com a Deusa Mãe o respeito é amor e partilha, é servir um propósito de Conciência, mas admito que nem todos temos o mesmo espírito...Falta de Princípio...Feminino...

Quanto à carta não sei se a minha amiga a entendeu tão bem como tu...
Um abraço e até breve.


R.Leonor

P.S
Excelente este texto de Almada Negreiros que colocaste ontem, sobre a ingenuidade...não resisti a chamar à sua atenção.

(...)"Porque na ingenuidade tudo é de ordem emocional. Tudo. O que não acontece com as outras espécies de conhecimento onde tudo é de ordem intelectual. Na ordem intelectual é possível reatar um caminho que se rompeu. Na ordem emocional, uma vez roto o caminho, já nunca mais se encontrará sequer aquela ponta por onde se rompeu.
O conhecimento é exclusivamente de ordem emocional, embora também lhe sirvam todas as pontas da meada intelectual."


ALMADA NEGREIROS, Ensaios
CONTINUE A LER NA ORDEM NACENTE...

quarta-feira, abril 12, 2006


Estava a pensar como todos plagiamos a Mãe Natureza...roubamos imagens do ar do mar e do céu, dos jardins e dos pássaros sem pagarmos direitos de autor...
Depois julgamo-nos criadores e queremos que nos paguem a nós o plágio pelas nossas naturezas mortas e pelos nossos dons como se eles não fossem pura graça da Deusa...

Lembrei-me dos lírios do campo que nascem sem ser semeados...e de como eu vivo à custa deles...

Ah! nós os "artistas" somos os intermediários ou os mercenários de tudo o que vemos e nos apossamos...


Anónimo
Raramente dou lugar à minha subjectividade, mas hoje por razões particulares, resolvi publicar uma carta escrita há dias a uma amiga, sem auto-censura...

CARTA A UMA AMIGA DISTANTE...

Minha amiga, sinto-me hoje um ser selvagem (em sociedade impera uma lei mais implacável do que na selva verdadeira onde os animais são nobres e só matam por necessidade) que não tem a que se agarrar e só a necessidade de sobrevivência o faz ter uma aparência de normalidade, tal como o animal se domestica para que lhe dêem comida e finge ser calmo e obedece... mas o cansaço desta luta em parecer ser uma coisa qualquer que não sou me esgota e faz cair em profundo desalento como hoje.
São dias assim, em que me sinto completamente perdida de mim ou de uma referência estável, definitiva, absoluta, sem saber exactamente porquê...(O amor e deus - ou os anjos? - são o absoluto ilusório, colocados sempre fora de nós)...

Sim, o amor é sempre a esperança ou mais do que isso a razão de ser...
O sentimento amoroso ou a crença em algo, alguém, pode ser uma referência fundamental para o ser, no entanto, quando não existe esse chão concreto, apenas há o constante fluir alternado de humores vários que se apossam de nós e são os complexos e as emoções das mais primárias às mais excelsas, até aos sentimentos dos mais baixos aos mais sublimes...
Nunca saímos desta oscilação entre os extremos, nem nunca damos verdadeiramente o salto (quântico?) para o Além...
(A Ascenção dizes...que longe me sinto hoje desse salto interior)


Dizes saber qual o projecto da tua alma, pensas na evolução espiritual, ligação a um EU superior (duplo) como uma parte integrante de nós... Sim, pode ser a finalidade de uma vida... um trabalho alquímico, que passa pelos humores, um exercício constante, ou o esforço pessoal, a Meta, mas daí a dizer que eu tenho conscientemente acesso ao projecto da minha alma, é complicado e variou tanto com os anos e as experiências.

Quem sou eu? Quem é quem dentro de mim? Quem pensa e quem age...quem muda de repente por nada? No meu coração as batidas anunciam um universo próprio que quando não está conectado (com a fonte?) me deixa submersa...A Minha Alma ainda é vaga...é toda a parte desconhecida do meu ser que vive expectante de uma totalidade e de onde vem a saudade e a nostalgia de uma plenitude nunca atingida?
Que sei eu?
Na verdade eu não sei o que a minha alma quer ou espera de mim...pressinto-a imensa e vasta, complexa, mas eu não sei quem sou eu efectivamente...se a que acredita por vislumbres e centelhas de luz se a que duvida sempre de tudo...


Máscaras, conceitos, ideias, sonhos e crenças…

Quem somos nós afinal de contas?

Qual é o nosso EU verdadeiro?

PORTUGAL e nós os portugueses...

"E este povo não resolve o seu problema de identidade, este povo não ganha clareza, enquanto funcionar apenas como uma entidade sócio-política!
Enquanto o diálogo entre os seres estiver no nível reivindicatório!
No nível entre classes, no nível... eu não sei!
Nem vamos entrar por aí. A situação, nesta zona do mundo, resolve-se quando as pessoas baixarem os brinquedos, pousarem os brinquedos e mergulharem realmente na bacia Psíquica, na bacia da Alma desta região!...


André - Encontros de Belém
Quero fugir a cem léguas da razão,
Quero da presença do bem e do mal me liberar.
Detrás do véu existe tanta beleza: lá está meu ser.
Quero me enamorar de mim mesmo, ó vós que não sabeis!

RUMI


(...) Ninguém é alguém, um único homem imortal é todos os outros homens. Como Cornelio Agrippa, sou deus, sou herói, sou filósofo, sou demónio e sou o mundo, o que é uma forma cansativa de dizer que não sou.

(...) A morte (ou a sua alusão) torna os homens delicados e patéticos. Estes comovem-se pela sua condição de fantasmas. Cada acto que executam pode ser o último. Não há um rosto que não esteja por se desfigurar como o rosto de um sonho. Tudo, entre os mortais, tem o valor do irrecuperável e do perdido. Entre os Imortais, pelo contrário, cada acto (e cada pensamento) é o eco de outros que no passado o antecederam, sem princípio visível, ou o claro presságio de outros que, no futuro, o repetirão até à vertigem. Não há coisa que não esteja perdida entre infatigáveis espelhos. Nada pode ocorrer uma só vez, nada é primorosamente gratuito. O elegíaco, o grave, o cerimonial, não contam para os Imortais. Homero e eu separamo-nos nas portas de Tânger. Creio que não nos despedimos.


JORGE LUÍS BORGES, O Imortal
posted by mariana @ 12:00 PM 0 comments

(Ando a roubar "postes" à Ordem Nascente...
Espero Mariana que não te importes que divulgue o excelente poste que ontem colocaste...)Link em baixo e ao lado!

terça-feira, abril 11, 2006



THE EAGLE’S GIFT

O maior inimigo do ser humano é a auto-importância. Aquilo que o enfraquece é sentir-se ofendido pelos feitos e malfeitos do seu próximo. A auto-importância exige que passemos a maior parte da nossa vida ofendidos por alguém ou algo.

O desconhecido está sempre presente, mas fora da possibilidade da nossa percepção normal. O desconhecido é a parte supérflua do ser humano comum. E é supérfluo porque o ser humano comum não possui suficiente energia livre para o agarrar.

O potencial do ser humano é tão vasto e misterioso que os guerreiros, em vez de pensarem nele, escolheram explorá-lo sem esperança de alguma vez o compreenderem.

O espírito só escuta quando aquele que fala se expressa por meio de gestos. E gestos não significam sinais ou movimentos do corpo, mas actos de verdadeiro abandono, actos de abertura, de humor. Como gesto para o espírito, o guerreiro traz à superfície o melhor de si mesmo e, silenciosamente, oferece-o ao abstracto.


THE WHEEL OF TIME
Carlos Castanheda

ROUBADO AOS ARQUIVOS DA ORDEM NASCENTE...
“O conhecimento integral admite as verdades válidas de todos os pontos de vista sobre a existência, válidas cada qual no campo que lhe compete; mas busca eliminar as limitações e negações e harmonizar e reconciliar essas verdades parciais, inserindo-as numa verdade maior que preenche as múltiplas facetas do nosso ser na única Existência omnipresente.”

Shri Aurobindo

segunda-feira, abril 10, 2006

O sistema solar gira em torno de Alcione,
estrela central da constelação de Plêiades.

Esta foi a conclusão dos astrônomos Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Comas Solá e Edmund Halley, depois de estudos e cálculos minuciosos. Nosso Sol é, portanto, a oitava estrela da constelação - localizada a aproximadamente 28 graus de Touro, e leva 26 mil anos para completar uma órbita ao redor de Alcione. A divisão desta órbita por doze resulta em 2.160, tempo de duração de cada era.
Descobriu-se também que Alcione tem à sua volta um gigantesco anel, ou disco de radiação, em posição transversal ao plano das órbitas de seus sistemas (incluindo o nosso), que foi chamado de cinturão de fótons. Um fóton consiste na decomposição ou divisão do elétron, sendo a mais ínfima partícula de energia eletromagnética, algo que ainda se desconhece na Terra. Detectado pela primeira vez em 1961, através de satélites, a descoberta do cinturão de fótons marca o início de uma expansão de consciência além da terceira dimensão. A ida do homem à Lua nos anos sessenta simbolizou esta expansão, já que antes das viagens interplanetárias era impossível perceber o cinturão.
A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra por dois mil anos no anel de fótons, ficando mais próximo de Alcione. A última vez que a Terra passou por ele foi durante a "Era de Leão", há cerca de doze mil anos. Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros dois mil anos dentro deste disco de radiação.
Todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros. A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão. Talvez por isso os hinduístas chamem de "Era da Luz" os tempos que estão por vir.


Desde 1972 o Sistema Solar vem entrando no cinturão de fótons e desde 1998 a sua metade já está dentro dele. A Terra começou a penetrá-lo em 1987 e está gradativamente avançado, até 2.012, quando vai estar totalmente imersa em sua luz. De acordo com as cosmologias maia e asteca, 2.012 é o final de um ciclo de 104 mil anos, composto de quatro grandes ciclos maias e de quatro grandes eras astecas. Humbatz Men, em "Los Calendários", fala também sobre a vindoura "Idade da Luz".
Bárbara Marciniak, autora de "Mensageiros do Amanhecer", da Ground e "Earth", da The Bear and Company; e a astróloga Bárbara Hand Clow, que escreveu "The Pleiadian Agenda", da mesma editora, receberam várias canalizações de seres pleiadianos. Essas revelações falam sobre as transformações que estão ocorrendo em nosso planeta e na preparação a que precisamos nos submeter para realizarmos uma mudança dimensional.

(CONTINUA EM BAIXO)
Segundo as canalizações, as respostas sobre a vida e a morte não estão mais sendo encontradas na terceira dimensão. Um novo campo de percepção está disponível para aqueles que aprenderem a ver as coisas de uma outra forma. Desde a década de oitenta, quando a Terra começou a penetrar no cinturão de fótons, estamos nos sintonizando com a quarta dimensão e nos preparando para receber a radiação de Alcione, estrela da quinta dimensão.
Zona arquetípica de sentimentos e sonhos, onde é possível o contato com planos mais elevados, a quarta dimensão é emocional e não física. As idéias nela geradas influenciam e detonam os acontecimentos na terceira dimensão, plano da materialização. Segundo as canalizações, a esfera quadridimensional é regida pelas energias planetárias de nosso sistema solar, daí um trânsito de Marte causar sentimentos de poder e ira.
Para realizar esta expansão de consciência é preciso fazer uma limpeza, tanto no corpo físico como no emocional, e transmutar os elementais da segunda dimensão a nós agregados, chamados de miasmas. Responsáveis pelas doenças em nosso organismo, os miasmas são compostos de massas etéricas que carregam memórias genéticas ou de vidas passadas, memórias de doenças que ficaram encruadas devido a antibióticos, poluição, química ou radioatividade. Segundo as canalizações, esses miasmas estão sendo intensamente ativados pelo cinturão de fótons.
Os pensamentos negativos e os estados de turbulência, como o da raiva, também geram miasmas, que provocam bloqueios energéticos em nosso organismo. Trabalhar o corpo emocional através de diversos métodos terapêuticos - psicológicos, astrológicos ou corporais - ajuda a liberar as energias bloqueadas. A massagem, acupuntura, homeopatia, meditação, yoga, o tai-chi etc., são também técnicas de grande utilidade, pois mexem com o corpo sutil e abrem os canais de comunicação com outros universos.

As conexões interdimensionais são feitas através de ressonância e para sobrevivermos na radiação fotônica temos que nos afinar a um novo campo vibratório. Ter uma alimentação natural, isenta de elementos químicos, viver junto à natureza, longe da poluição e da radiatividade, liberar as emoções bloqueadas e reprimidas, ajudam na transição. Ter boas intenções é essencial, assim como estar em estado de alerta para perceber as sincronicidades e captar os sinais vindos de outras esferas.


Christina Bastos Tigre ( Ma Jivan Bhumi)


A VERDADE INTEGRAL...

“Não é "discorrendo" sobre a realidade, mas sim mediante uma mudança de consciência, que podemos passar da ignorância ao Conhecimento - o Conhecimento pelo qual nos tomamos o que conhecemos. Passar da consciência externa a uma consciência directa e íntima, interior;
alargar a consciência para além dos limites do ego e do corpo;
exaltá-la por uma vontade e uma aspiração íntimas, abrindo-a à Luz até que ela ultrapasse a mente na sua ascensão; provocar a descida da Divindade supramental pela doação e pela entrega de si, com a consequente transformação da mente, da vida e do corpo - é esse o caminho que leva à Verdade integral.”


SRI AUROBINDO(1872-1950)
A PALAVRA AOS MEUS LEITORES

Neste mundo que se consome, as pessoas são consumidas todos os dias. A maioria deixou de pensar, apenas quer engolir o que foi mastigado. As informações, a Tv, os jornais e outros meios controla os consumidores que são " consumidos". Quando algo sério é colocado, é pouco lido,porque niguém quer ter trabalho e pensar. São sinais incontestes do fim. Todos querem aproveitar tudo e dar nada. Querem ser saciados sem mastigar. Querem ser amados, sem amar.Querem ser salvos, enquanto procuram a perdição. Aceitam toda a mentira, quando esta se apresenta do jeito que eles querem. A verdade é sempre rejeitada porque exige sacrificios. Diante desta parafernália de apenas querer ser consumido, o ser humano deixa de SER. Pensar é algo que poucos querem. Por isso quero lhe dizer que ainda existem uns poucos que pensam e se preocupam com algo que não seja as inutilidades do mundo.
Parabéns...continue.


Vanderleis Maia | Email | 09-04-2006 19:34:20


Vanderleis:

Espero que não se importe que publique as suas palavras pois além de muito lúcidas são muito importantes pela denúncia de um estado geral do mundo que nos afecta a todos...

Um abraço e obrigada pela sua "colaboração".

Rosa Leonor

sábado, abril 08, 2006

CONCEITOS, IDEIAS, SONHOS, CRENÇAS, VALORES, AMORES E ÓDIOS, TUDO GIRA E VOA COMO UMA FOLHA AO VENTO...CONSOANTE AS ESTAÇÕES E AS ERAS, OU AS INTEMPÉRIES QUE TUDO VARREM...
O Retorno da Deusa à cultura ocidental


Na verdade, as mulheres têm vivido apenas no domínio pessoal, na periferia da cultura do Ocidente, em funções fortemente circunscritas, frequentemente subordinadas a homens, posição social, filhos etc., ocultando sua necessidade de poder e paixão, vivendo em segurança e secundariamente na relação com nomes sobrecarregados, nos quais se projectou todo o poder que a cultura legitima para eles.
O que se tornou assim comportamento colectivamente aceitável para as mulheres, perdeu a conexão com o sagrado, ao mesmo tempo em que a estatura da Deusa era reduzida.
Tornou-se cada vez mais hiperbólico o superego patriarcal, originalmente necessário para inculcar a sensibilidade ética; a seguir, esse superego foi fortalecido pela Igreja cristã institucional, com o fim de disciplinar as emoções tribais e selvagens do mundo medieval. A partir da mudança do Utilitarismo e da época Vitoriana, o superego que comprimiu e reprimiu durante tanto tempo essas energias vitais, que agora elas têm de irromper, forçando entre outras coisas, o retorno da Deusa à cultura ocidental.”

CAMINHO PARA A INICIAÇÃO FEMININA
Sylvia B. Perera
SÓ POR ISTO - UMA SÓ LEITORA - VALEU A PENA ESTA AVENTURA DE CINCO ANOS...
PODE SER QUE CONTINUE, MAS CONFESSO-ME CANSADA E A REPETIR-ME UM POUCO...


Ás vezes, eu fico pensando por quê tantas pessoas visitam seu blog e tão poucas comentam...Eu acho que é porque ele nos obriga a pensar e muitos não querem ter esse trabalho. Seu blog é muito sério, não é para brincadeira. É pra quem quer mergulhar fundo no questionamento do mundo em que estamos vivendo. Não é pra olhar, postar coisas do tipo: ¿Oi, tudo bem? Adorei o seu blog. Visite o meu por favor!¿ A maioria dos blogs tem esse tipo de comentário, que é colocado por aquelas pessoas que não querem ler algo com conteúdo e sim arranjar audiência para seus bloguinhos vazios.Seu blog faz a gente pensar, ele me faz pensar.
Eu estava pesquisando sobre feminismo, situação política do Brasil e vários outros assuntos...Mas nada do que eu estava lendo me dava a resposta que eu queria. Eu continuava sem saber o que realmente me incomodava. Até que eu encontrei o MULHERES E DEUSAS! E aconteceu algo comigo. Eu li e cada vez queria ler mais e não tinha nada para comentar, porque eu precisava pensar no que havia lido e ainda hoje é assim. Antes de postar meu primeiro comentário, eu já estava lendo o conteúdo há muito tempo, visitava seus arquivos e ficava elaborando o que lia. E voltei muitas e muitas vezes, porque aqui eu encontrei o que estava procurando.

Eu precisava que algo ou alguém traduzisse em palavras o que eu estava sentindo. E o seu blog fez isso por mim...Eu conheci o Sagrado Feminino e percebi que aquele sentimento que eu não conseguia expressar, era uma parte de mim que estava lutando para se manifestar e não sabia como. Agora eu estou aprendendo. Considero que blogs como o seu são oásis dentro da internet e se ele deixar de existir a rede virtual vai ficar muito mais pobre, com certeza! Mas eu entendo, ás vezes, as pessoas precisam dar um tempo, se cansam ou então consideram que sua missão está cumprida. De qualquer forma, seja lá o que decidir, eu quero deixar aqui o meu agradecimento, pois tudo o que li em seu espaço virtual me ajudou e ajuda muito.
Um abraço fraterno e grato, Igaci

i.b.v.b. | 07-04-2006 21:26:39

OBRIGADA MINHA AMIGA, TALVEZ A SUA MENSAGEM SEJA UM SOPRO PARA ME REANIMAR...

sexta-feira, abril 07, 2006


ANÚNCIO: ESTOU SERIAMENTE A PENSAR DEIXAR ESTE CAMPO DE FANTASIA, ESTA VIDA VIRTUAL...RESISTIREI ATÉ ÀS DUZENTAS E DOZE MIL VISITAS?
RECORDA-TE...

“Houve um tempo em que não eras escrava, lembra-te disso. Caminhavas sozinha, alegre, e banhavas-te com o ventre nu. Dizes que perdeste toda e qualquer lembrança disso, recorda-te...Dizes que não há palavras para descrevê-lo, dizes que isso não existe. Mas lembra-te. Faze um esforço e recorda-te. Ou se não o conseguires, inventa.“


Excertos de “O Livro de Lilith”
Bárbara Black Koltuv(Cultrix)

AS DUAS MULHERES NA MULHER
LILITH E EVA...


“A guerra entre Eva e Lilith alastra-se e atinge outro nível.
Eva pode ter suas necessidades satisfeitas numa relação. Lilith não pode. Ela tem de fugir. Ela não aceita a dependência nem a submissão. Ela não será acorrentada nem enjaulada. Ela precisa de ser livre, mover-se e mudar. Ela é o aspecto do ego feminino individualizado que só pode desenvolver-se no deserto, sem relacionamentos, sem eros e sem filhos.”
(...)


COMENTÁRIO:

Estes dois aspectos, a mulher submissa e obediente ao marido, e a mulher que se quer livre e viver de acordo consigo mesma, reflectem a Mulher cindida (em duas) pela sociedade patriarcal, e que na realidade se confrontam e lutam e tem ciúmes entre si nas situações opostas que ocupam na sociedade, agravando essa separação e criando antagonismos perniciosos para a própria mulher que vê na outra uma sua rival. Por sua vez nenhuma delas se concebe ou vê inteira, como se cada mulher se dividisse em duas e cada uma para seu lado, eternas inimigas uma da outra, uma pomba, outra serpente, uma imaculada e esposa e santa e a outra desgraçada, prostituta e marginalizada ...

Na realidade o inconcebível, haver dois tipos de mulher e inimigas uma da outra...
Tudo porque Deus criou a Mulher e o homem criou a p...

Acabar com essa cisão pela integração das duas (três) mulheres (e deusas), na mulher livre e consciente que sabe que ela é uma só e a sua natureza é una e reune todos os aspectos da sua feminilidade essencial, sem negar parte nenhuma do seu ser.

Só essa mulher integrada será livre e amante e capaz de assegurar um mundo diferente do que vivemos hoje.


(REPUBLICANDO)

quinta-feira, abril 06, 2006


(...)
“A saudade pertencendo ao caminho da Lua, sua salvação é dada no mundo sublunar da transformação, do retorno cíclico da terra ao céu e do céu à terra, através da encarnação e reminiscências; tal ainda aquele regido e simbolizado pela serpente e pela espiral, (...)
Toda a estrutura da saudade pertencerá à metafísica lunar: como nesta, a sua ideia central é a do ritmo, na sucessão e união de contrários através do devir, por um dualismo solucionado numa integração final. (...)

A saudade, dentro de todo o seu contexto histórico, será marcadamente feminina, sua forma de ser e conhecer, fazendo-se preferentemente pelo sentimento, tal como essa religião e culto do passado galaico-português. Ela tece os fios do tempo na teia do devir, tal como a Grande –Deusa tecedeira, unindo passado e futuro. Assim já tecia a deusa lunar, como mediadora e senhora do tempo: com uma roca era representada a deusa encontrada em Tróia, assim como Isthar e a grande deusa hitita. E assim também as sucessoras da Grande-Deusa aqui neste mesmo território galaico-português, sobrevivendo através das lendas e tradições populares, as Mouras encantadas, também tecedeiras, como Circe ou Penélope, ou fiandeiras: defronte de seu tear ocultas no seu mundo subterrâneo, fazendo-se ouvir na noite de sua epifania, a noite se S.João; (...)
Alegre e triste, é a concepção da saudade, e também consoladora, tal como seria essa antiga religião da sua deusa. E à saudade pode-se considerar nos tempos de agora, como uma hierofonia lunar: de carácter místico, escatológico e soteriológico. Também como esta religião antiga, ela é fundamentada emocional e passional, e em si contendo esse triplo sentido e finalidade, tal como uma sobrevivência de sua antiga religião dos Mistérios. A saudade sendo no povo galaico-português, a maior sobrevivência actual e europeia, da antiga religião pré-ariana da Grande-Deusa. Daí a sua força de estrutura a singularizar toda uma dada cultura: Força que só lhe poderá advir dessa origem e natureza religiosa.
A saudade precederá também, na actual Galiza e Portugal, a chegada dos celtas, e será, com os vestígios megalíticos, a tradição matriacal e agrária, a demanda do Graal e o regresso ao Paraíso, uma herança do seu fundo pré-ariano.”
(...)

Dalila L. Pereira da Costa,
Do seu livro “DA SERPENTE Á IMACULADA”

quarta-feira, abril 05, 2006



NADA FICA DE NADA

Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.

Leis feitas, estátuas vistas, odes findas —
Tudo tem cova sua. Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.


14/02/1933
(Odes de Ricardo Reis)

há dias assim...


POUCO ME IMPORTA


Pouco me importa.
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me
[ importa.


24/10/1917
(Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos, 1913-15)

...AINDA OS CABELOS BRANCOS?...
“A MORTE É A CURVA DA ESTRADA.
MORRER É SÓ NÃO SER VISTO”
F.Pessoa

(Hoje pesam-me os cabelos brancos...e a saudade de um irmão que já não vejo...)

O MISTÉRIO FRENTE À OBJECTIVIDADE: SALTO QUÂNTICO

A ciência materialista receberá um golpe mortal...um a um, os factos e os processos das oficinas da Natureza encontrarão o seu caminho para as ciências exactas, enquanto alguns raros indivíduos receberão uma ajuda misteriosa para desvendar os arcanos.

MADAME BLAVATSKY (c.1888)
"VÊ COMO TUDO ACABA..."

"Ainda que eu jamais tivesse adivinhado o irreparável, uma olhadela à Europa bastaria para me fazer estremecer. Preservando-me do vago, ela justifica, atiça e adula os meus terrores, e desempenha para mim a função atribuída a cadáver na meditação do monge.

No seu leito de morte, Felipe II mandou chamar o filho e disse-lhe: Vê como tudo acaba, até a monarquia.” À cabeceira desta Europa, não sei que voz me adverte: “ Vê como tudo acaba, até a civilização.”


O Português suave…

Se a força é contagosa, a fraqueza não o é menos: tem os seus atractivos; não é fácil resistir-lhe. Quando os débeis são legião, enfeitiçam-vos: com que meios lutar contra um continente de abúlicos? Sendo de resto a falta de vontade uma coisa agradável, as pessoas entregam-se-lhe de boa vontade. Nada mais suave do que do que arrastarmo-nos atrás de dos acontecimentos;(…)

In A TENTAÇÃO DE EXISTIR
E.M.CIORAN

terça-feira, abril 04, 2006

A PROFANAÇÃO DA TERRA, A GUERRA,
A TORTURA E A MORTE DOS ANIMAIS...


(...)
"Tudo isso só pode ser vagamente insinuado diante da enormidade do que foi esquecido. Nossa cultura profanou a Terra Mãe de tal maneira que hoje corremos o risco de envenenar a nossa própria espécie com a poluição da terra e do ar.. Um exemplo comovente é a própria Elêusis: o antigo Templo, hoje mera curiosidade turística (Templo Sagrado dos antigos Mistérios Eleusianos dedicados à Deusa Mãe e à Terra), está rodeado por um porto industrial marítimo e por refinarias de petrólio que a transformaram num dos lugares mais poluídos de todo o Mediterrânio." (...)
Excerto de "A DEUSA INTERIOR" - DE JENNIFER b.WOOLGER



"A Mãe, inicialmente como a própria Terra divina e depois em suas muitas formas como Grande Deusa ou Deusa Mãe, e também em seu papel dirigente, como representante humana ou como rainha que governa com autoridade da Deusa, manteve a raça humana sob o seu domínio até à aurora dos tempos. Assim aconteceu de acordo com a tradição antiga até que os homens foram superando a sua infantilidade da raça e (...)
começaram a usar sua capacidade activa de agressão
. No nível transpessoal, os deuses arrebataram o poder da Grande Mãe e o seu séquito. No nível político, os novos patriarcas substituiram os matriarcados de autrora."


IN ANDROGINIA
Rumo a uma nova sexualidade - JUNE SINGER

segunda-feira, abril 03, 2006

SAUDADES DO MEU GATO...



Quem se eu gritasse, me ouviria dentre as ordens
dos anjos? e mesmo que me apertasse
de repente contra o coração: eu morreria da sua
existência mais forte. Pois o belo não é senão
o começo do terrível, que nós mal podemos ainda suportar,
e admiramo-lo tanto porque, impassível, desdenha
destruir-nos. Todo o anjo é terrível.
E assim eu me reprimo e engulo o chamamento
dum soluço escuro. Ah! de quem poderíamos
nós então valer-nos? (...)


(Rilke)
... NÃO ME APETECE ESCREVER NADA...HÁ DIAS ASSIM...


''Não acredito em nada.
As minhas crenças voaram como voa a pomba mansa;
Pelo azul do ar.
E assim fugiram
as minha doces crenças de criança.''


Florbela Espanca.



"Quando o amor não resulta, ocorrem reacções químicas nas nossas células. Surgem doenças, os comportamentos histéricos e as depressões profundas. Quando sentimos que somos usadas como objectos, aquando os nossos corações se sentem despedaçados e a nossa sexualidade é desprezada parece que nos injectaram um líquido escuro nas nossas veias emocionais. A nossa condição feminina é extremamente importante. Quando é tratada com leviendade nós explodimos."

in "O VALOR DE UMA MULHER"
marianne williamson