O SORRISO DE PANDORA

“Jamais reconheci e nem reconhecerei a autoridade de nenhuma pretensa divindade, de alguma autoridade robotizada, demoníaca ou evolutiva que me afronte com alguma acusação de pecadora, herege, traidora ou o que seja. Não há um só, dentre todos os viventes, a quem eu considere mais do que a mim mesma. Contudo nada existe em mim que me permita sentir-me melhor do que qualquer outro vivente. Respeito todos, mas a ninguém me submeto. Rendo-me à beleza de um simples torrão de terra, à de uma gotícula de água, à de uma flor, à de um sorriso de qualquer face, mas não me rendo a qualquer autoridade instituída pela estupidez evolutiva da hora. Enfim, nada imponho sobre os ombros alheios, mas nada permito que me seja imposto de bom grado Libertei-me do peso desses conceitos equivocados e assumi-me como agente do processo de me dignificar a mim mesma, como também a vida que me é dispensada. Procuro homenageá-la com as minhas posturas e atitudes e nada mais almejo. É tudo o que posso dizer aqueles a quem considero meus filhos e filhas da Terra. “ In O SORRISO DE PANDORA, Jan Val Ellam

domingo, março 07, 2004

OUTRA ORDEM, OUTRO MUNDO?...
(não, não vi o filme de Nostradamos, na televisão,
mas vejo o noticiário...)



Apetecia-me viver uma outra Ordem...noutro mundo, de outra maneira. Mas sei que é utópico PENSAR NISSO AGORA! E como conviver com esta decadência e desordem do mundo, a violência a guerra e a mentira ou a ilusão que do efémero se vive e persistir em ideais ou Ter fé num mundo novo, uma nova consciência que nem em nós, os que nos julgamos lúcidos, é permanente? Como acreditar que vou ser "chamada" a fazer algo de bom e contribuir para a paz no meio desta alienação global? Como? Se já não há nada para acreditar...
Já não há revoluções, mas convulsões por todo o lado. E a ciência onde nos leva? Ao tráfico de orgãos humanos e a matar crianças para os extrair e dar a gente que quer viver para além da vida que lhes é concedida? E a religião? Por Ala se mata por Cristo se esfola...

Onde vai a minha voz, a minha acção? Em que medida posso agir para mudar? Quando vivo cada dia da minha vida embrulhada no quotidiano a lutar pela minha sobrevivência e integridade a vender-me por uns tostões? Como Toda a gente faz afinal de contas, menos os ricos, claro. Foi-nos dito que tínhamos de trabalhar para viver...e obedecer aos “grandes", aos chefes ou a Deus....Ser bons e humildes e eu a ver como todos nos perdemos a lutar para (nos) vingar (mos) na vida e a querer ser o que não somos, lutando uns contra os outros, a tentar parecer... Caluniando e desprezando os que não são como nós julgamos ser certo...

Em nome de Deus matamos e da Vida condenamos ou mesmo em nome de ideais supremos e todos nos odiamos e destruímos paulatinamente... Os países divididos em partidos - esquerda direita e marchamos todos para a guerra ou para o abismo - não há Europa nem Estados Unidos porque o mundo se divide todo em nome de deuses e fés - na verdade, apenas pelo Poder pessoal ou do capital ou em nome de uma qualquer causa absurda!...

De Oriente a Ocidente...não há um único continente que esteja em paz...a não ser como neste Pântano em que vivemos ESMAGADOS por um governo de uma “maioria” autista e arrogante - meia dúzia de oligofrénicos (seres com cabeça pequena que vivem fechados e em pequenos circuitos) - que só pensa no seu sucesso e fala em nome de um País como se fosse uma equipa de futebol...

Pode desaparecer em breve do mapa a Holanda e a Inglaterra ficar com um clima igual ao da Sibéria, eles não vêm senão os seus egos doentios e atulhados de conceitos e vaidade! São as bestas anunciadas...
O acordo de Quioto é para eles utópico...Preferem investir em Bombas Mães e matar a humanidade...os cães de fila do Planeta.

Ah a ferida aberta no Iraque...Palco das maiores atrocidades porque houve um chefe ou vários e um povo que achou que ia libertar outro povo de um ditador e dos seus filhos perversos! Para além da mentira da intenção e das intrigas urdidas, à força das armas esmagaram uma ditadura para semear a chacina de um povo... e tantas outras feridas abertas por bombas e armas e não tarda nada seremos todos engolidos por uma fúria devastadora em que ninguém escapará.

O planeta parece condenado à sua destruição maciça, sim, já destruíram todo o equilíbrio na Terra, e pouco mais pode acontecer quer seja a guerra química quer seja uma guerra sem fronteiras e sem nome...
Os novos bárbaros - tanto os do eixo do “bem” como os do eixo do “mal” - invadiram o mundo, destróiem-se uns aos outros com as suas economias e industrias, com as suas armas nucleares (quem é que as inventou?)...mas todos nós contribuímos para o caos na nossa alienação diária da terra e da natureza, na poluição do ar e do mar...e com todos os animais que matamos para comermos, ou por simples desporto...

Destruímos a flora e a fauna, a terra e o mar e a água até quando a teremos potável ...
Vão para Marte gastar milhões os americanos e acham fabuloso haver água e vida se calhar enquanto aqui destróiem toda a vida que já existe...

A Terra Mãe está cansada e não vai esperar muito tempo para varrer tanta paradoxo e insanidade. Só a mão implacável da Natureza poderá varrer tanta miséria do Planeta. E aí estão os Vulcões e os Terramotos e os fogos e degelos vertiginosamente a empurrar-nos para um fim inevitável.
E os cegos e os surdos não querem ver nem ouvir...

Gritam histéricos: “para a frente Portugal”. Contra os canhões....?!
E cada país é assim e ninguém já tem mão em nada. Caminhamos irreversivelmente para o abismo.
Não poderá haver uma nova Ordem a partir desta raça, mas talvez uma Nova Humanidade - novos homens e mulheres - nascida do cosmos. Uma vez mais.
QUEM SABE?

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