segunda-feira, maio 21, 2018

REFLEXÕES...



O NEGATIVO E O POSITIVO, do ponto de vista emocional.


Para além dos princípios que movem a energia e o universo o que é um estado de negatividade? O que é o luto e a dor da separação e a morte ou a depressão como experiência comum e normal de vida que nos projecta em estados ditos não positivos?

E o que é o positivismo e a ideia de que é superior ao lado negativo das coisas? Só a própria palavra nos induz à rejeição dela...
Porque é a tristeza inferior à alegria?

É que para mim tanto uma coisa como outra, extremos de uma mesma experiência - polos opostos a integrar - posto que os dois extremos são concomitantes na nossa vida e em todos os aspectos da nossa vivência -, ao negarmos um lado e privilegiarmos o outro não estamos a cair apenas para um dos lados da balança?
Sim, eu sei que podemos ficar só do lado negativo a chorar e a reclamar das coisas...mas porque não estranhamos que as pessoas estejam sempre "numa boa"? Não é isso uma alienação da Vida?
Não é a vida ela mesma feita de boas e más coisas, de chuva e de sol, de frio e quente, de alegria e tristeza? Porque é a tristeza pesada e a alegria não? Porque recusamos a tristeza e preferimos a alegria? Não é a tristeza o resultado de um esforço ou de uma dor que vem na integração de uma consciência que depois e na sequência de um despertar traz o alivio e o descanso e a alegria, quando a tempestade amaina? Não é esta a lição mais profunda de vida? Aceitar os dois lados das coisas...saber sofrer e saber desfrutar de tudo o que a vida nos ensina...?
E então será que estou a construir um mundo melhor evitando a tristeza ou escondendo debaixo do tapete a minha dor e fingindo uma alegria forçada ou apenas mentalizando-me negando o lado escuro da Lua ou da lua em mim. Sinceramente não compreendo esta fuga ao negativo...



"A paz sobre esta Terra não pode ser a supressão das forças opostas, mas a sua conciliação no interesse de um fim comum: a vida indestrutível."Etienne Guillé

Sofrimento e dor, alegria e prazer, nascimento e morte fazem parte da roda da vida para quem está evidentemente sujeito às Leis do Karma, aos ciclos da vida, ao resultado das suas acções passadas e presentes, como todos nós humanos estamos sujeitos...

Todos sofremos o momento actual, a alienação do ser humano dos seus valores mais fundamentais, reflectidos na crise económica e na guerra de interesses que começam no ego individual na luta pela posse de bens materiais ou de afirmação egoica e isto é visto como se o mundo se dividisse entre vítimas e culpados…mas não é assim, embora aos nossos olhos desarmados de uma consciência superior nos pareça sempre que há os inocentes e os culpados.
Um dos males está precisamente em olharmos a guerra e a paz como se elas fossem a ausência uma da outra...mas a guerra é apenas a expressão da nossa ignorância, da negação de um lado da vida. E assim se quisermos a Paz não é só uma questão de fazer cessar fora a guerra porque mais tarde ou mais cedo ela rebenta noutro lado… mas de olharmos para nós individualmente e aceitarmos a nossa dualidade. Se assim for deixamos de lutar contra um inimigo que se inventa fora e que está bem dentro de nós próprios! Há milénios que assim é e não é uma questão de evolução ou progresso que faz o Homem parar de lutar contra os outros...nem as mulheres de reivalizarem umas com as outras em defesa do macho.
Enquanto o ser humano  não se vir a si mesmo como vitima e culpado ao mesmo tempo...ou por outra, enquanto o homem não deixar de se culpar e de se sentir vitima ele não pode dar um passo para a paz que é o resultado do equilíbrio das forças opostas dentro de si.
PORQUE HÁ UM ESTADO DE CONSCIÊNCIA QUE NOS ELEVA A UMA COMPREENSÃO DO MUNDO ACIMA DESTA DUALIDADE, ACIMA DO BEM E DO MAL...

RLP



SER OU NÃO SER


"SER OU NÃO SER" ESSÊNCIA, É A QUESTÃO..

Para mim a questão do feminino e do masculino vai muito mais longe do que aquilo que se veicula superficialmente nos Midea e Redes Socias...longe dos estereótipos que definem homem e mulher à partida como o é o irrisório das roupas e da cor (rosa versus azul) e das atitudes dúbias de menina e de menino (embora as hajam) ...pois de si o masculino e o feminino não se deviam definir através do exterior nem de um comportamento X ou Y. Assim como ao definir os seres apenas como sexos, identificar a pessoa humana com um órgão...(e o que seria identificar as pessoas pelo nariz...), e condicionados mental e intelectualmente por esses estereótipos, não se dá lugar a outros seres e a outros comportamentos, não sexuais, que nada tenham a ver com o sexo supervalorizado.
Há seres andróginos que não são machos nem fêmeas como há seres que não tem sexo no sentido de não sentirem a pulsão sexual como definição de um ser humano, e são seres inteiros.
Um ser humano é muito mais do que um sexo...e se a sociedade desse lugar a uma amplitude de seres para além do nominal sexual e funcional (os órgãos reprodutivos terem tanta importância) que nos escraviza enquanto espécie, talvez muitos seres humanos nascessem sem características ditas dúbias ou opostas. Se o foco da sociedade não fosse apenas o sexo...talvez se pensasse em almas e corpos distintos naturalmente sem necessidade de mudar nada...porque haveria aceitação de qualquer tipo de expressão humana e não apenas uma designação sexual-comportamental-animal.
A Espécie humana é escrava do sexo e da normas controladoras atávicas e o problema vem dessa escravização das pessoas mal nascem sem a aceitação da natureza e carácter de cada pessoa individual desde que nasce, todos diferentes. A superficialidade e a estupidez dos pais que querem uma menina ou um menino de acordo com os padrões da normalidade e tudo é pensado dentro desse quadrado social inibidor e coercivo sem qualquer dimensão verdadeiramente humana e ontológica. Vem daí toda esta aberração que termina na adulteração dos princípios femininos e masculino e do par homem-mulher (tendo sempre em vista o par reprodutivo para a sociedade de escravos: produzir-se consumir e morrer) e ignorar que não é essa a única forma-sexo de seres HUMANOS que existem no Planeta...

rosa leonor pedro

O QUE É A INTEGRIDADE DE UM SER?

A integridade Ela existe em nós, podemos dizer que no centro do nosso coração, não o sentimental, não o coração orgânico, mas o coração da inteligência superior - é a integridade daquilo que é de si intacto e que nada pode sujar, alterar ou tocar. É também a nossa alma e aquilo que a anima e que está acima de tudo o que nos divide e fragmenta no plano físico e emocional...Não é a persona-lidade que pode ser pura nem o in-dividuo (aquilo que é dividido em dois).
Temos de encontrar essa parte de nós que é intocável e ir para além do observador (o que está a ver) ou da testemunha que assiste aos nossos actos impulsivos ou instintivos animais...sem poder fazer nada...
Temos de nos identificar com o nosso Ka...o nosso duplo ou o nosso ser espiritual (segundo os egípcios) que nos assiste nesta vida dual em busca dessa união, em busca desse centro.
Como seres neste plano na matéria estamos divididos em partes e órgãos e em impulsos e obedecemos a necessidades primárias e ao ego que é o substituto temporal do nosso verdadeiro EU, incorruptível e imutável...que  desce a este plano para fazer a viagem na matéria e a resgatar...tal como a Mulher tem de resgatar a sua identidade Mulher primeiro como Mulher porque Ela é o elo fundamental para os homens na terra conseguirem o seu propósito mais alto...
rlp

domingo, maio 20, 2018

O PROBLEMA DAS MULHERES:




O PROBLEMA DAS MULHERES:
É MAIOR DADA A RIVALIDADE ENTRE SI...

"A Nossa cultura tem favorecido, com firmeza, valores e atitudes yang ou masculinas e tem negligenciado seus valores a atitudes complementares yin ou femininos.
Temos favorecido a auto-afirmação em vez da integração, a análise em vez da síntese, o conhecimento racional em vez da sabedoria intuitiva, a ciência em vez da religião, a competição em vez da cooperação, a expansão em vez da conservação, e assim por diante.
Esse desenvolvimento unilateral atinge agora, em alto grau, um nível alarmante, uma crise de dimensões sociais, ecológicas e espirituais."

(Texto escrito ha  cerca de 30 anos, do livro:"O Tao da Física" de Fritjof Capra). 


... "diria até que um dos grandes trunfos masculinos é de facto a poderosa força de união e cumplicidade relativamente ao feminino, em contrapartida a forma como as mulheres se relacionam umas com as outras é por vezes de uma extrema dureza. As mulheres no contexto social actual são rivais entre si perante o masculino e portanto desunidas na sua base sendo muito comum tomarem o partido do homem em detrimento de outras mulheres. A própria sociedade porque baseada nos modelos de actuação masculinos fomenta esta desunião e torna-nos enfraquecidas e isoladas umas das outras. Parece-me que a fim de superar este desequilíbrio a primeira onda tem que partir de nós individualmente, somos nós mulheres que necessitamos mudar o nosso comportamento umas para com as outras e apoiar-nos mutuamente. Na prática do dia a dia isto requer uma atenção constante, um olhar critico sobre nós próprias e sobre os nossos preconceitos."*

Às vezes esquecemo-nos que essa rivalidade existe porque nos envolvemos em pressupostos conjuntos e em ideias que defendem a harmonia e a suposta coloboração das mulheres, mas isso ainda não é efectivo nem real em todas, por isso as mulheres facilmente juram fidelidade a uma grupo ou a um projecto e ao primeiro confronto agredidem-se ou acabam por se trair e dizer mal umas das outras; as mulheres desatentas de si e convencidas das suas ideias não se apercebem dos seus movimentos internos facilmente nem como são movidas pelo antagonismo entre si e daí ao ciume à inveja ou a competição é um passo...Já vi muitas mulheres amigas deixarem de o ser por se desentenderem às vezes por coisas de nada... e esse continua a ser um dos grandes trunfos do masculino...tal como nos diz este excerto:
rlp

* L. Oliveira

Republicando


quinta-feira, maio 17, 2018

O CORPO DA MULHER



O USO (E ABUSO) QUE SE FAZ DO CORPO FEMININO...


"...uso que se hace en los medios del cuerpo femenino, un uso patriarcal, falocéntrico y capitalista del cuerpo de la mujer como reproductor de una cultura que marca unos estándares de belleza que nos transforman quirúrgicamente, mutilando nuestro rostro verdadero, el rostro de mujer que expresa su individualidad, convirtiéndolo en máscara sin personalidad. Y los cuerpos, recauchutados tras el bisturí, son cuerpos irreales que solo aluden al supuesto deseo masculino, deseo a su vez mediatizado por la pornografía, una industria al fin y al cabo y que sin embargo, industria y todo, coloniza lo cotidiano a base de moldear el deseo de los hombres alejándolo del sentir interno, en una maniobra aculturizadora basada en claves artificiales, misóginas y violentas."


O ABUSO DA MULHER COMEÇA NA PORNOGRAFIA...

"A indústria pornográfica é uma aberração, que faz uma verdadeira lavagem cerebral em prol da demolição do ser humano. A mulher é duplamente violentada no corpo a serviço da 'atuação' no filme pornô e em seu inconsciente. Não é e nunca foi entretenimento, mas uma ação grotesca de destruição da mulher ... O Patriarcado odeia as mulheres , pode tolerar que as santas vivam , para procriar seus herdeiros e escravos , mas a "puta" precisa ser abusada e usada ao máximo e descartada depois do "prazer".  - Carla Beatriz 


O CORPO DA MULHER

O corpo da mulher, com o advento da religião patriarcal e o seu domínio social e religioso, tornou-se num corpo objecto, um corpo ao serviço da sociedade e do patriarcado. A mulher foi paulatinamente despojada do seu corpo de sabedoria, do seu ser instintivo e anímico.
E toda a gente hoje pensa que esta mulher sem identidade, esta mulher vazia de interioridade profunda, esvaziada das suas entranhas, do seu sangue e do seu útero, sempre foi assim e que nunca houve a outra Mulher e a Deusa…


A VERDADEIRA MULHER FOI OCULTADA 

Durante mais ou menos 2 mil anos a Humanidade Mulher foi ocultada da face da Terra e da Arte, suprimida da linguagem erudita e escrita, reprimida na sua liberdade individual, controlada pela metade Homem em nome do qual a mulher foi submetida ao macho, primeiro como escrava, depois concubina, totalmente sujeita às leis do Pater, ao rei, ao pai, ao marido e ao Clã…

Durante mais de 2 mil anos a Humanidade retratou-se em nome do Homem…


Assim, ela aprendeu as leis dos homens e falava e agia como eles e em função deles, agia como um ser sem autonomia, nem voz activa e assim continuou até há aproximadamente um século, em que pela primeira vez na história dos homens, a mulher ousou erguer a voz para defender os seus direitos como pessoa e também como trabalhadora, mas no fundo, e em toda a parte do mundo, as condições de vida das mulheres é e continua a ser igualmente precária e aviltante sob todos os pontos de vista até hoje…e como todas sabemos a mulher comum a trabalhadora tal como no cinema nas artes e na literatura ou na politica continua a receber menos salário que os homens e a ser descriminada e abusada, desconsiderada, vexada, apesar da aparente emancipação conseguida em meio século...

Tal como há centenas de anos ela foi condenada ao descrédito por Apolo, impedida de manifestar o seu dom inato de oráculo, sacerdotisa e vidente, de ser senhora da sua vida em qualquer circunstância ela foi como Mulher até aos nossos dias desautorizada como ser autónomo e impossibilitada de se exprimir na sua total liberdade, de ser ela mesma, reprimida na sua força interior instintiva, deixando de ser a verdadeira representante do pólo feminino da humanidade, para passar a ser apenas a esposa legitimada pelo contrato social de casamento ou como prostituta na rua nos bares ou no Bordel. A Mulher continua impedida de se afirmar como um ser humano de plenos poderes e até de ter direito ao seu prazer, de ter direito sobre o seu próprio corpo, sexo, útero e ovários e enquanto mulher é ainda propriedade do Estado que regula as leis sobre essa capacidade de a mulher ser mãe ou não de acordo com a sua escolha. Desse modo e ao longo da dita evolução social e humana não se percebeu como a mulher deixou de ser não só a legítima representante do Principio Feminino e da Deusa Mãe, a Matriz criadora de todas as coisas como se tornou numa mulher ao serviço exclusivo da sociedade e do Homem.

Mas mais grave do que tudo isso foi a mulher ao ser submetida secularmente ao homem ela tornou-se no seu próprio inimigo, inimiga da outra mulher por rivalidade e por competição pelo macho, do pai e do filho ou do amante e não vimos como isso se tornou o apanágio de uma sociedade misógina patriarcal que dividiu as mulheres em duas...fazendo com as mulheres verdadeiras se cindissem e se antagonizassem desse modo entre si...

Por todas estas razões há muitos, muitos anos que a verdadeira mulher não existe e em lugar dela temos esse sucedâneo de mulher, que vemos nas revistas e nos filmes e nas telenovelas, uma mulher ridícula, risível e frágil, doente ou histérica, ou uma megera demoníaca e ninfómana; de um lado a mulher fatal, a vadia e a cabra, a puta ou a mulher de alterne e do outro a mulher submissa, a mulher do lar, a mulher séria e…fiel ao homem, à casa a família e aos filhos etc. e nessa medida a mulher inteira deixou de existir e tudo o que vemos é uma mulher metade, uma mulher dividida ao meio...



rosaleonorpedro

(republicando )


terça-feira, maio 15, 2018

EM TODO O MUNDO




Se UM LIVRO for escrito por uma mulher, o preço do livro desce para metade... 


Há autoras que optam por assinar as obras com pseudónimos, nomes andróginos ou apenas iniciais para contornar discriminação de género


Texto de Linda Melo • 14/05/2018 - 17:08


Um estudo que analisou mais de dois milhões de obras literárias concluiu que os livros escritos por mulheres são vendidos a quase metade do preço daqueles que são escritos por homens. A investigação, conduzida pela socióloga Dana Beth Weinberg e pelo matemático Adam Kapelner, analisou o autor, preço, género literário e tipo de edição dos livros publicados na América do Norte (EUA e Canadá) entre 2002 e 2012.

Os investigadores do Queens College, em Nova Iorque, no estudo publicado na revista científica online PLOS One, sustentam que os livros cujos autores são mulheres são desvalorizados a vários níveis: em média custam menos 45 por cento do que os títulos assinados por homens e estão pouco representados em géneros habitualmente mais prestigiados (e caros), como é o caso da ciência. O estudo refere ainda que, se tivermos em linha em conta apenas os autores dentro do mesmo género literário, as mulheres recebem menos nove por cento do que os homens.

Por sua vez, nas editoras independentes — onde os autores não retiram lucro praticamente nenhum e conseguem definir o preço dos seus próprios livros — as mulheres ganham menos sete por cento do que os autores masculinos. Apesar de mais igualitárias, as pequenas editoras reproduzem o comportamento observado nas grandes editoras, isto é, uma distribuição desigual de autores masculinos e femininos por género literário, uma desvalorização de géneros escritos predominantemente por mulheres e preços mais baixos de livros direccionados ao público feminino. Dentro do mesmo género literário, a diferença é de quatro por cento entre homens e mulheres, em comparação com os nove por cento das publicações tradicionais.

Para os autores, estes resultados reflectem a desigualdade salarial no mercado de trabalho, independentemente da profissão e abrem o debate para o facto de que são cada vez mais os autoras que optam por assinar os livros com pseudónimos, nomes andróginos ou apenas iniciais. Em 2015, a escritora Catherine Nichols usou um pseudónimo masculino para contactar editoras que tinham previamente rejeitado as suas propostas e verificou que a grande maioria das respostas que obteve eram positivas.

Ao longo da história, foram muitas as vezes em que as mulheres tiveram de ocultar o seu próprio nome para serem levadas a sério na indústria do livro. No século XIX, as irmãs Charlotte, Emily e Anne Brontë escreveram sob os pseudónimos de Currer, Ellis e Acton Bell, depois de lhes terem dito que "a literatura não é uma ocupação para a vida de uma mulher"; na mesma altura, Mary Anne Evans (que assinava George Elliot) publicou a tese Romances Palermas de Mulheres Romancistas; nos anos 70, Ann Rule, mestre do género policial, adoptou os nomes Arthur Stone, Chris Hansen e Andy Stack para conseguir ver as suas obras publicadas; mais recentemente, J.K. Rowling também admitiu ter optado pelas iniciais do seu nome para cativar os leitores masculinos.
 in P3

domingo, maio 13, 2018

LER SOBRE UM PAIS ESTRANGEIRO



“Nós as mulheres escrevemos de maneira diferente da dos homens. Temos muita conversa sobre a vida doméstica e a nível mais pessoal. As mulheres  sentem-se  confortáveis falando de si, ao contrário dos homens. Mas as mulheres sempre compraram livros escritos por homens, e se deram conta de que não eram livros sobre elas. Mas continuaram a fazê-lo com grande interesse, porque era como ler sobre um país estrangeiro. Os homens nunca devolveram a gentileza.”  - Grace Paley (1922-2007).

Mas precisamos nós dessa "gentileza" ou respeito?
Sim, porque não leem os homens os livros escritos por mulheres? E porque continuam as mulheres a ler só os livros escritos  por homens? Porque aceitam que sejam os homens a ditar tudo incluindo a maternidade o sexo e a moda etc?
Esta grande confusão continua actual - e não são só os livros em geral, mas todo o conhecimento universitário como o ensinamento  social e cientifico e académico é dos homens sobre o Homem...e as mulheres rendem-se a essa estranha lacuna de um mundo onde as mulheres não tem a palavra nem se dizem no feminino nem quando falam entre si no geral...Sim, mesmo falando delas elas dizem o Homem e falam sempre no masculino... 

E o que fazem os homens quando ouvem as mulheres?
Tal como relata Virginia Woolf neste trecho ele tem de destruir tudo o que a mulher diz...

O que contava sempre "Era ele – o seu ponto de vista. Quando elas falavam sobre algo interessante, pessoas, música, história, qualquer coisa, simplesmente comentavam que fazia uma noite bonita, por que não iam sentar lá fora, então o que elas se queixavam a respeito de Charles Tansley era que, enquanto ele não tivesse virado a coisa toda do avesso, fazendo com que, de alguma forma, se refletisse a ele próprio e as rebaixasse a elas, enquanto não deixasse todas elas, de alguma maneira,  frustradas (...), todas elas com os nervos à flor da pele, ele não ficava satisfeito.”* 

*Virginia Woolf, no livro ‘Rumo ao Farol’.

RLP

O EGO MATA AS RELAÇÕES



COMO AS SUSCEPTIBILIDADES DESTROEM AS RELAÇÕES... 


"Sou uma mulher. E um calor quente me aquece quando o mundo me bate. É o calor das outras mulheres, daquelas que fizeram da vida este canto sensível, lutador, de pele macia e coração guerreiro." - Alejandra Pizarnik


UNIR OU SEPARAR?

Voltei a lembrar-me de uma "amiga" que conheci através do facebook e que mais tarde a adicionei a um Grupo de trabalho sobre o Feminino. Aconteceu que ao fim de uns meses acabei por me aperceber que a sua posição nada tinha a ver com o Foco do mesmo, demasiado intimista e que se debruça sobre os aspectos psíquicos ou anímicos da mulher, e que ela se focava apenas nos aspectos exteriores, sociais e políticos que afectavam a mulher no plano prático - escrevi-lhe então a dizer que a iria desvincular do grupo mas continuávamos amigas e em interacção no Facebook...Aliás partilho muito da sua posição na visão politica das coisas...

Resultado: bloqueou-me em meu nome pessoal e nem sequer me respondeu. Desapareceu do Mapa...
O Facebook é de facto uma rede nociva que aliena e ao mesmo tempo mostra a realidade humana, é um facto... o ódio e a raiva que veicula é instantânea - o ego está a flor da pele e as pessoas como não se veem, disparam o gatilho da sua violência e intolerância por tudo e por nada. 

Nesse acto de violência vi também e principalmente como as mulheres são susceptiveis e antagónicas entre si e como a menor coisa se agridem ou se excluem. Não contei com um possível sentimento de rejeição, é verdade...mas este é um dos trabalhos do grupo, para o qual estamos mais atentas e estamos conscientes até que ponto nos falta a auto-estima e o discernimento quando esse sentimento de rejeição nos cega...e em constante reactividade passamos ao ataque ou a defesa sem necessidade nenhuma à menor contrariedade.
Eu continuo a pensar na susceptibilidade e na raiva que as mulheres tem umas das outras e como à  menor coisa reagem  - como qualquer coisinha de nada as fere e coloca em pé guerra ou sentem uma afronta enorme  num simples gesto que nada significa senão uma clarificação de posições adultas ou maduras de interesses mas como esas pequenas cosias apagam dezenas de outros gestos de consideração e respeito mutuo ou simpatia.

Sim, eu continuo a perguntar-me onde está a consciência das feministas e de que serve a dita CONSCIÊNCIA politica das mulheres, a sua solidariedade feminina se à menor ofensa destroem tudo o que de construtivo e simpático possa existir entre nós mulheres...?

Já aconteceu comigo esta reacção muitas vezes por parte das mulheres que me leem por causa da minha posição diferente delas ou das minhas ideias e perpectivas do feminino em geral... por isso deixo um alerta ...Devíamos pensar que Há mais coisas que nos deviam unir do que separar.

É preciso que não esqueçam: “As conexões com e entre as mulheres são as mais temíveis, mais problemáticas e as forças mais potencialmente transformadoras do planeta.” * e ao reagirmos assim estamos a manter as forças de oposição e de separação entre as mulheres em vez de nos unirmos para usar esse potencial transformador...

rlp
*Adrienne Rich

O SOFRIMENTO DA MULHER



AS MULHERES TEIMAM EM NÃO QUERER VER O SEU SOFRIMENTO...a sua separação...

Não querem ver que "Há um nível de sofrimento a que se não consegue responder, uma realidade sentida no corpo correspondente a algo que não foi ouvido, algo que não torna presente a consciência que em tempos existiu."

Qualquer debate sobre o Princípio Feminino acaba sempre por embater com o facto de o valor da nossa linguagem advir de uma perspectiva masculina, utilizada por homens e mulheres. Masculino significa penetrativo, funcional – “Faz alguma coisa sobre isso”, enquanto Princípio Feminino é o ser em si mesmo - literalmente a força nutritiva da existência, porque ele é a própria existência. Actualmente, existe uma preferência pelas formas masculinas de comunicação e estamos a tentar intervir aí com a sensibilidade feminina. A minha motivação pessoal para isso está de facto afectada. Há um nível de sofrimento a que se não consegue responder, uma realidade sentida no corpo correspondente a algo que não foi ouvido, algo que não torna presente a consciência que em tempos existiu.
Isto está relacionado com a prioridade dada à informação em detrimento da saúde emocional e psíquica da encarnação. Queremos ajudar as mulheres a cultivar uma confiança profunda no bem, na verdade e na beleza inerentes ao seu coração, a fim de trazer à superfície a nossa parte vulnerável de onde é originária toda a nossa energia.

Assim, estamos a falar de algo que é invisível por estar sempre presente. E é importante estabelecer-se a diferença entre os termos feminino, mulher e fêmea. O Feminino é um aspecto da existência que é independente das mulheres. Uma definição mais absoluta seria a de que, relativamente ao princípio Masculino de infinito absoluto, o Principio Feminino seria tudo o que aparece, tudo o que é observado, incluindo o próprio observador(a). Contudo, em termos da encarnação, é expresso através de um corpo de mulher, porque o Feminino é o princípio receptivo e o masculino é o princípio penetrativo. O nosso relacionamento com o Feminino é o nosso relacionamento com a encarnação."

SOFIA DIAZ

sexta-feira, maio 11, 2018

O TRAUMA PSICOLOGICO



"Quando se diz a palavra "trauma", pensa-se sempre em algo trágico ou dramático que muda a vida de um dia para o outro. Isto é assim, mas nem sempre.
O trauma psicológico pode ocorrer quando de forma sutil e insidiosa e de forma repetida, as nossas necessidades afectivas e de consolo não são satisfeitas. Isso faz com que para nos defendermos da frustração e da dor, separemos da nossa consciência uma parte da personalidade, e operar de modo "aparentemente normal". No entanto, o trauma aparece sob a forma de problema com as relações (nunca são satisfatórias ou temos muitos problemas com os outros) e problemas para regular nossas emoções, e sofremos ansiedade, raiva ou depressão que podemos tentar combater com todo tipo de vícios."  - Ana cortinas payeras. Psicóloga



SERMOS REJEITADAS...

"Quanto maior a profundidade da ferida, maior a probabilidade de ser rejeitada ou de rejeitar os demais."*

ENTRE MULHERES

O sentimento de rejeição nas mulheres é muito forte e é bem mais complexo do que o Trauma em si...de facto, e como diz a Ana Cortiñas, "O trauma psicológico pode ocorrer quando de forma sutil e insidiosa e de forma repetida, as nossas necessidades afectivas e de consolo não são satisfeitas", assim também o sentimento de rejeição, mas este é bem mais insidioso e por vezes ainda mais subtil nas mulheres...porque se mistura com o ego ferido e a vaidade, a arrogância...que nos servem tantas vezes de defesa e acabamos por não perceber como esse sentimento de rejeição afecta as nossas vidas e as nossas relações a todos os níveis diariamente.

Falo da mulher em particular porque penso na mulher, desde  menina e desde logo e cedo como é rejeitada nas suas manifestações espontâneas mais femininas que aos olhos dos pais se tornam  perigosas para a sociedade, como penso na forma como se rejeita vulgarmente a outra mulher por rivalidade ancestral e portanto gerada pela incapacidade de sentirmos afecto pelas mulheres em geral  quando não tivemos uma mãe ternurenta ou afectiva ...Bem pelo contrário - são muitos os casos, aliás, na maior parte dos casos -, em que as mães manifestam o desprezo que tem por si próprias nas filhas por saberem ao que estas vão estar expostas pela sua condição de mulheres e saberem antecipadamente o sofrimento que ser mulher acarreta numa sociedade androcentrica* e falocrática...

Mas sim, o sentimento de rejeição amorosa por parte da mãe, onde começa esse complexo, vai-se estendendo na insegurança que as mulheres manifestam ao longo da sua vida e em todas as outras manifestações secundárias - na raiva incontida, medo, revolta, e até ódio às outras mulheres - que acaba por se fazer sentir também em relação aos amantes, pais, marido e filhos ou amigas... fica sempre essa marca...fica essa dor. Fica esse sentimento que é dos mais dolorosos e difíceis de superar no ser humano. Ele gera despeito e sentimentos de vingança...gera dores físicas e psíquicas, gera doenças mais graves...esse sentimento de rejeição que o ser humano sofre agudiza-se de forma particular na mulher...porque a Mãe escolhe o filho e menospreza subtilmente a filha...quem tem irmãos sabe...

A questão é como tomamos consciência dele e da forma de nos libertarmos ou como fazer face a esse sentimento QUANDO ELE JÁ NEM SE JUSTIFICA e está lá a marca.

Ai só uma consciência de si muito apurada e um trabalho profundo da psique feminina nos pode ajudar e ao longo do tempo ir sarando, amenizando essa dor; mas nem sei se alguém se chega a curar...Não, não sei. Mas sei que se pode aprender a conviver com o nosso sofrimento como forma de saber e assim sem causar tantos danos aos outros e sem o agravar em nós...Por isso eu creio que este trabalho connosco mesmas e sobre a nossa cisão, conhecer e saber as causas do abandono da mãe e a sua dor, a sua cisão, porque ai começa a aceitação do ser mulher em si e da mulher sofrida que cada uma de nós é. Por isso é tão importante e urgente estarmos conscientes das nossas sombras senão estamos sempre a voltar a essa cristalização e a manchar as nossas relações quando as podemos salvaguardar...Dói na mesma? Dói...mas não fere tanto os outros e assim também seremos menos feridas...porque há uma maior compreensão de nós mesmas e mais amor entre nós todas...

Voltarei ao tema... mas deixo mais um tópico
rlp


"A Origem da ferida emocional da rejeição

Rejeitar significa resistir, desprezar ou recusar, o que podemos traduzir em “não amar” algo ou alguém. Essa ferida nasce da rejeição dos pais para com seus filhos ou, às vezes, por se sentirem rejeitados por seus progenitores, mas sem realmente haver intenção por parte deles.

Diante das primeiras experiências de rejeição, a pessoa começa a criar uma máscara para se proteger deste sentimento tão comovente, que está ligado à desvalorização de si mesmo e que se caracteriza por uma personalidade tímida, segundo as pesquisas realizadas por Lise Bourbeau. Assim, a primeira reação da pessoa que se sente rejeitada será fugir, por isso não é de se surpreender que crianças que se sintam rejeitadas inventem um mundo imaginário.

Nos casos de superproteção, além da faceta superficial mascarada de amor, a criança pensa que é rejeitada por não ser aceita como é. A mensagem que chega a ela é de que suas capacidades não são válidas e por isso ela precisa ser protegida.

Como é a pessoa que tem uma ferida de rejeição

Parte da nossa personalidade é formada a partir das feridas emocionais sofridas na infância. Por essa razão, a pessoa que sofre da ferida da rejeição se caracteriza por se desvalorizar e buscar a perfeição a todo custo. Esta situação vai levar a pessoa a uma busca constante de reconhecimento pelos outros, desejo que vai demorar a ser saciado."*

*in a Mente é maravilhosa...


Androcentrismo é um termo cunhado pelo sociólogo americano Lester F. Ward em 1903. Está intimamente ligado à noção de patriarcado. Entretanto, não se refere apenas ao privilégio dos homens, mas também à forma com a qual as experiências masculinas são consideradas como as experiências de todos os seres humanos e tidas como uma norma universal, tanto para homens quanto para mulheres, sem dar o reconhecimento completo e igualitário à sabedoria e experiência feminina.

A tendência quase universal de se reduzir a raça humana ao termo "o homem" é um exemplo excludente que ilustra um comportamento androcêntrico.

O seu oposto, relacionando-o com a mulher, designa-se por ginocentrismo.
w.

Onde estará a Alma do Mundo?!



A EUTANÁSIA
Onde estará a Alma do Mundo?!

“Tudo o que existe tem expressão, mas há em nós uma zona inexpressiva: a do Sagrado”  in LUZ CENTRAL- Ernesto Sampaio

O exacerbado materialismo da nossa época e o materialismo dialético como alienação pura do sentido do Sagrado da Vida - não do religioso - leva as pessoas a dizerem as maiores barbaridades sobre a "sua vida" e a sua morte...
Esta onda esquizoide - Boco de Esquerda e Comunistas e os artistas televisivos e da ribalta citadina - de sermos donos da nossa vida e podermos morrer como e quando queremos ou mudarmos de sexo como nos apetece e viver apenas como organismos, seres mecânicos, escravos do consumo - é apanágio de gente sem dimensão espiritual nem ontológica que vê a vida sobre o único tópico do "produzir consumir e morrer".
Sim, matem-se enterrem-se ...porque já estão mortos para a ALMA...


NÃO, "Ninguém sabe ainda se tudo vive só para morrer ou só morre para renascer." -
Marguerite Yourcenar

De um lado temos a ideia de suicídio como um crime associada à Eutanásia que suscita indignação e repulsa na maior parte das pessoas conservadoras e  religiosas e não só, apavoradas pela ideia de morte antecipada. É natural que assim seja para algumas pessoas sem qualquer noção de morte ou do seu significado profundo, metafisico, e que por outro lado elas queiram agarrar a vida para além do sofrimento e da “indignidade” da doença. Há sempre uma "esperança de vida”... mesmo com oitenta ou cem anos, mesmo sem se saber porque se vive!

Antigamente, as pessoas morriam de velhice ou doença, mas agora as pessoas ficam indefinidamente amarradas a uma cama ou ligadas a uma máquina... para manter essa esperança de vida, e certamente  por medo da morte as pessoas adiam esse momento com químicos e drogas. Ou então como é o caso cria-se um novo dogma que é o imperativo dos impérios farmacêuticos: vender a todo o custo mais medicamentos e máquinas! Faz-se tudo para impedir a pessoa de morrer naturalmente, a única morte digna que conheço... Agora porém há outro imperativo em marcha...fazer morrer os velhos e doentes que são inúteis a sociedade e reduzir a população mundial...

Mas agora vamos enfrentar a ideia oposta, o contrário da ideia inicial...ou o seu extremo oposto:  morrer com dignidade - este equívoco tremendo a que a ciência incorre em reduzir a vida e a morte a umas opções científicas e moralistas dá lugar aos maiores conflitos e pior do que isso à grande alienação do Espírito ou de Deus...
Não digo Deus como Juiz que castiga, mas como uma justiça suprema que não entendemos. Não digo Deus como todo ser todo poderoso e misericordioso e outros slogans da Igreja, mas o Deus da Lei e da  Energia Cósmica que dá origem a tudo - tudo o que existe na terra e arredores... o céu e o infinito...e que nenhum homem abarca por mais sábio que seja e menos ainda o cientista...

A minha ideia é que poucas pessoas têm consciência do valor intrínseco da vida em si ou da qualidade da sua vida em essência. O apego e a posse quer à vida quer aos bens que se acumulam levam as pessoas a identificarem-se com o exterior e pouco com a sua essência que desconhecem. O prazer aleatório, a fuga à dor, ou ao peso da consciência adormecida como busca de felicidade ao nível superficial, cria outro grande equívoco: considerar o sofrimento inútil ou indigno.

A essência da vida está muito além da forma física e da aparência de tudo que consideramos ser a realidade ou a felicidade. Não é apenas uma questão de fé ou de crença, mas de consciência de que o ser humano é mais que a sua corporalidade ou o seu intelecto. A Alma é essa essência invisível que só a experiência directa do nosso ser confirma e nos dá não a esperança de continuidade mas de perenidade. Se assim fosse e esse é o ponto de evolução individual que devia também ser social senão dos especialistas da doença que são os médicos em geral e cuja maioria não tem consciência nenhuma da consciência ou do espirito ou da alma como partes integrantes do nosso ser, muitos desses problemas deixariam de existir. A ciência redutora e impotente como é, só pode buscar soluções exteriores ou sejam técnicas e mentais...
Na medicina, não há cura para as doenças mas remédios.

A verdadeira humanidade tem de passar pela transcendência uma vez que o ser humano é um todo indissociável, corpo-alma-espírito. Porque a ciência ignora o espírito ou a essência debruçando-se apenas sobre a substância e a matéria, não pode tecnicamente responder às questões essenciais que fazem dessa ignorância o drama humano. O médico não é senão um técnico sem formação humanista nem psicológica adequada, e por isso não pode lidar com a morte, o grande ritual de passagem da substância à essência, tal como o nascimento é passagem da essência à substância... Um dar à Luz que é descida à escuridão quando a morte é uma subida á energia - luz - essência. O padre que supostamente depois da morte cumpre um ritual, embora alegórico, também ele é só um “técnico” ; só que baseado na crença e essa é a única diferença entre crentes e ateus.

Onde estará a Alma do Mundo?!

“É impossível pensarmos nas adjurações da sabedoria alquímica que introduzia igualmente a fisiologia no coração do conhecimento:
Não aprender, mas sofrer. Ou uma formulação latina análoga Non cogitat Qui non experitur “ *

Rosa leonor pedro
*Marguerite Yourcenar (in Mishima ou a visão do vazio)